Obama pede que seus eleitores evitem excesso de confiança

Democrata diz que partidários não devem se acomodar com pesquisas e pede atenção para Estados incertos

Reuters,

16 de outubro de 2008 | 18h17

O candidato democrata à Presidência americana, Barack Obama, alertou nesta quinta-feira, 16, seus partidários a evitarem o excesso de otimismo, a 19 dias de uma eleição em que ele abre uma ampla vantagem nas pesquisas. Obama fez campanha em Nova York e New Hampshire, e seu rival republicano, John McCain, foi à Pensilvânia, um dia depois de ambos se enfrentarem no terceiro e último debate, em que o protagonista foi um encanador de Ohio.   Até agora, todos os astros parecem se alinhar a favor de Obama. Ele lidera nas pesquisas nacionais de opinião e também em vários Estados estratégicos para a eleição do dia 4. Confiante, mas cauteloso, ele disse a seus eleitores em Nova York: "Estamos agora a 19 dias não do final, mas do começo. A quantidade de trabalho que estará envolvida para o próximo presidente será extraordinária."   Veja também: Obama venceria se eleição fosse hoje, diz pesquisa CNN McCain perde última chance de virar disputa Veja os principais pontos do debate presidencial Veja as imagens do debate presidencial  Confira os números das pesquisas nos Estados  Veja a cobertura online no blog  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Nos mercados de apostas, a expectativa de vitória para Obama é superior a 80%. A agência irlandesa Paddy Power já o declara vencedor, e vai pagar antecipadamente um total de mais de 1,35 milhão de dólares para quem apostou que Obama será o próximo presidente dos EUA.   Mas Obama lembrou - primeiro aos endinheirados doadores num café-da-manhã em Manhattan, e depois a eleitores sob a garoa de Londonderry, em New Hampshire - que em janeiro todos esperavam a sua vitória nas primárias democratas desse Estado, onde, no entanto, a vencedora foi Hillary Clinton.   "Estamos a 19 dias de mudar este país - 19 dias. Mas, para quem está ficando convencido, tenho duas palavras para vocês: New Hampshire. Aprendi bem aqui que você não pode se acomodar ou prestar atenção demais às pesquisas", disse ele no comício.   Joe, celebridade política   A nova celebridade política nos EUA - ao menos por um ou dois dias - é Joe Wurzelbacher, "o encanador Joe", que disse a Obama num evento de campanha que pretendia abrir uma pequena empresa em Holland, Ohio, mas que temia os impostos.   Joe foi citado mais de 20 vezes durante o debate, quando ambos os candidatos argumentavam ter a melhor receita para resolver os males econômicos dos EUA e ajudar o encanador.   Wurzelbacher passou a manhã inteira dando entrevistas, mas não declarou voto. Pareceu, no entanto, estar mais inclinado pelo republicano. "McCain apareceu com alguns pontos sólidos, e fiquei bem feliz com isso", disse ele ao jornal Toledo Blade.   Em comício em Downingtown, Pensilvânia, McCain rapidamente incorporou Wurzelbacher ao seu discurso, argumentando que pequenos empresários, como o encanador Joe, veriam os impostos subirem num governo Obama.   "O senador Obama disse ao Joe que queria espalhar a riqueza. A América não se tornou a maior nação da Terra espalhando a riqueza; nós nos tornamos a maior nação da Terra criando novas riquezas", disse McCain.   Debate   Embora McCain tenha sido mais agressivo no último debate, isso não parece ter muita influência para o resultado da disputa em sua reta final.   Karl Rove, que foi o mentor das duas vitórias eleitorais do presidente George W. Bush, escreveu na quinta-feira no The Wall Street Journal que uma virada de McCain seria "a mais impressionante e improvável desde Harry Truman em 1948."   "Mas recuar mais de meio século na busca por inspiração não é onde os coordenadores de campanha gostam de estar", escreveu ele.   Os dois candidatos voltam a dividir um palco na noite de quinta-feira, quando discursam no Banquete Al Smith, evento em homenagem a um ex-governador de Nova York, que é parada obrigatória para os candidatos a presidente.

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