Obama pode rever plano de escudo antimíssil na Europa

Autoridade afirma que presidente eleito deve avaliar os custos e progressos do sistema de defesa da Europa

Agência Estado e Dow Jones,

19 de janeiro de 2009 | 13h22

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, pode rever o projeto de um escudo antimísseis após a posse, de forma a avaliar os custos e o progresso das pesquisas, mas não forneceu qualquer indício de que cancelará o programa, afirmou uma autoridade norte-americana, que não quis ser identificada.  Obama ainda não divulgou se pretende continuar com o projeto, que foi desenvolvido durante o governo do atual presidente dos EUA, George W. Bush, alimentando rumores de que os planos do escudo poderiam ser descartados. Os EUA tentar fechar um acordo para posicionar radares e interceptadores de mísseis na Polônia e na República Tcheca para combater qualquer ameaça futura de "países perigosos", como o Irã. O plano, no entanto, desagrada a Rússia, que vê como uma ameaça a expansão militar norte-americana perto de suas fronteiras. "Eu não me surpreenderia se a nova administração quisesse revisar (o projeto): em que ponto do programa nós já estamos? Qual é o nível de desenvolvimento tecnológico? Quais são os custos?", disse a autoridade. No entanto, "não há nada até agora que indique um desacordo político ou que desistirão do escudo", acrescentou.  No mês passado, o negociador dos EUA John Rood disse que Moscou havia endurecido o posicionamento em relação ao plano antimísseis em uma aparente tentativa de "testar o temperamento" de Obama. A autoridade disse que o escudo não tinha como foco os russos e acrescentou que "será importante continuar informando a Rússia disso, que o projeto é para ameaças do sul e do leste, e não deles".

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