Obama preenche nova administração em tempo recorde

'NYT' afirma que presidente eleito já escolhia nomes do governo antes mesmo de vencer a eleição em novembro

Agências internacionais,

05 de dezembro de 2008 | 09h37

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, está anunciando os principais nomes de seu gabinete mais rápido do que qualquer outro presidente fez nos últimos anos. Segundo aponta reportagem do jornal The New York Times, ele nomeou virtualmente os altos postos da equipe e cerca de metade do seu gabinete antes mesmo de vencer a disputa contra o rival John McCain. Apenas um mês depois da vitória, Obama anunciou os nomes de 13 dos 24 cargos mais importantes da nova administração.   Veja também: Equipe de Obama discute políticas de interrogatórios Temendo trote, congressista desliga telefone na cara de Obama O gabinete do presidente eleito   Em comparação com outros presidentes, Bill Clinton indicou apena um dos cargos já nomeados por Obama no mesmo período, e Jimmy Carter e Ronald Reagan apenas dois. Até mesmo George Bush, pai do atual presidente George W. Bush, tinha escolhido oito um mês depois da eleição. Por conta da recontagem dos votos, Bush ainda esperava pela decisão da votação no mesmo período.   Segundo afirma o jornal, Obama teria se reunido com o general James Jones 13 dias antes da votação de 4 de novembro para lhe oferecer o cargo de conselheiro de segurança nacional.   Assessores do presidente estão cientes de que agir de modo tão rápido poderia provocar erros, mas informações sobre o processo de escolha sugere que o presidente eleito está tentando ser decisivo, metódico e ao mesmo tempo manter o segredo das opções para o seu gabinete, até mesmo para prenunciar como pretende conduzir o governo. "Não temos tempo para perder", afirma Rahm Emanuel, chefe de gabinete da Casa Branca nomeado dois dias depois da eleição. "Esta é a pior crise econômica desde a Grande Depressão de 29 e o maior número de tropas além-mar desde Richard Nixon. Esse é o mundo que estamos herdando, e o presidente eleito disse que não há um momento para ser desperdiçado".   De acordo com oficiais da transição, Obama começou o processo em agosto, recrutando John Podesta, ex-chefe de gabinete de Bill Clinton, para liderar sua futura transição. Obama ainda se reuniu com futuros potenciais secretários antes da eleição, ainda que não esteja claro quando o processo começou, aponta o jornal. Da mesma forma, Hillary Clinton não tinha certeza do que Obama queria discutir com ela até ser recebida no escritório do presidente eleito em Chicago. Ela sabia da especulação para o cargo de secretária de Estado, mas apenas depois que se reuniu com Obama recebeu a proposta.   Obama ainda teria entrevistado pessoalmente os nomeados para os mais altos cargos e algumas vezes se reuniu com mais de um candidato para decidir. Segundo o jornal, a escolha do secretário do Tesouro foi crítica. Apesar de conhecer o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers, ele ainda não conhecida o outro candidato - e escolhido - Timothy Geithner. Depois de se reunir com Geithner, Obama afirmou que sentiu sincronismo com ele. Como sabia que Summers era um economista brilhante adaptado para questões complexas, o presidente eleito persuadiu o ex-secretário a aceitar o Conselho Econômico Nacional.

Tudo o que sabemos sobre:
Eleições nos EUABarack Obama

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.