Obama promete fechar Guantánamo e retirar tropas do Iraque

Em entrevista, presidente eleito afirma que vai erradicar o grupo terrorista Al-Qaeda 'de uma vez por todas'

Entrevista com

Agências internacionais,

17 de novembro de 2008 | 06h05

 O presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, reiterou que pretende retirar as tropas americanas do Iraque, melhorar a situação no Afeganistão e fechar a prisão em Guantánamo, ao programa 60 minutes, da rede americana CBS, que foi ao ar no domingo, 16, a primeira entrevista televisiva após a vitória eleitoral em 4 de novembro.   Veja também: Para senador republicano, Hillary seria boa secretária de Estado Obama deixa Senado para se dedicar somente à transição Obama avalia ex-rivais para cargo de secretário de Estado Obama escolhe Valerie Jarrett como assessora principal Principais desafios de Obama Nomes cotados para o gabinete de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   "Disse de forma reiterada que planejo fechar Guantánamo e farei isso", assegurou o próximo presidente americano em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS, gravada na sexta-feira em Chicago. "Disse reiteradamente que os EUA não torturam e vou me assegurar de que não torturamos", insistiu, para acrescentar que isso faz parte do esforço que iniciará para restaurar a autoridade moral dos americanos no mundo.   Obama disse que uma das suas prioridades é montar logo uma equipe para lidar com a segurança nacional, "porque períodos de transição são potencialmente tempos de vulnerabilidade a ataques terroristas". Além disso, assegurou que assim que chegar à Casa Branca, em 20 de janeiro, se reunirá com seus assessores de segurança nacional e os responsáveis militares e começará a "executar um plano para retirar as tropas" do Iraque. Outra de suas prioridades na política externa será erradicar o grupo terrorista Al-Qaeda "de uma vez por todas". "Capturar Osama bin Laden é um aspecto crítico no fim da Al-Qaeda. Ele não é só um símbolo, é também o líder de uma organização que planeja ataques contra alvos americanos", afirmou.   Obama também prometeu fazer "o que for necessário" para estabilizar a economia americana, com ajudas financeiras à indústria automobilística e a mutuários. O presidente eleito disse que discutiu com seus assessores formas de reanimar a economia e criar empregos. Uma das medidas planejadas é um pacote de estímulo para o setor automobilístico e para mutuários.Segundo ele, o consenso entre economistas, tanto na direita como na esquerda, é de que "nós vamos ter de gastar dinheiro agora" para reaquecer a economia. "E que nós não devemos nos preocupar com o déficit no próximo ano ou mesmo no ano seguinte; que no curto prazo a coisa mais importante é evitarmos o agravamento da recessão."   Ele confirmou ter se encontrado com sua ex-rival do Partido Democrata, Hillary Clinton, mas não comentou as especulações de que ela seria secretária de Estado no seu governo. Ele prometeu que o Partido Republicano terá alguma representação.   Cachorro   Segundo a BBC, na última parte da entrevista, Obama falou ao lado de sua mulher, Michelle Obama, que comentou sobre suas prioridades como primeira-dama e sobre as pressões que a família sofrerá quando se mudar para a Casa Branca. Ela disse que está feliz de se mudar para Washington, onde a família vai finalmente voltar a morar junta, depois de 18 meses em que Obama passou viajando pelos Estados Unidos, em campanha.   "O principal foco para o primeiro ano será certificar-se de que as crianças consigam passar pela transição. Mas há muitos temas com os quais eu me preocupo profundamente", disse. "Eu me preocupo com famílias de militares e a questão do balanço entre trabalho e família". Ela disse também que as duas filhas do casal, Malia e Sasha, terão de esperar mais dois meses para ganhar o cachorro que lhes foi prometido por Obama no discurso de vitória. "Nós estamos em modo de espera no 'front' do cachorro. Porque o combinado sobre o cachorro é de que nós apenas pegaríamos um depois que nos mudássemos. Porque como donos responsáveis, eu não acho que seria bom pegar um cachorro no meio da transição", disse ela. "Nós fechamos esse negócio com as crianças antes que o resto dos Estados Unidos ficasse sabendo. Então elas estão bem com isso."   Matéria atualizada às 8h05.

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