Obama promete novo capítulo nas relações com América Latina

Presidente americano eleito reúne-se com Felipe Calderón e diz que irá superar 'tensões' no continente

Efe,

12 de janeiro de 2009 | 18h05

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta segunda-feira, 12, em reunião com o presidente do México, Felipe Calderón, uma "nova página" na relação de seu país com a América Latina. Ao iniciar uma reunião após um almoço no Instituto Cultural Mexicano em Washington, Calderón indicou que pediu a Obama uma "aliança estratégica para discutir as preocupações de interesse comum." Veja também:Obama fala de vícios: cigarro, Blackberry e serenidadeO gabinete do presidente eleito  Obama, que discursou ao lado de Calderón em um dos salões do Instituto, sorriu ao prometer que, apesar das "tensões nos últimos anos" nas relações com a América Latina, seu mandato abrirá "uma nova página, um novo capítulo" nesse âmbito. Com relação ao México, o presidente eleito insistiu em que o país vizinho é "um aliado firme", com o qual os Estados Unidos mantêm uma "aliança forte" que, durante seu mandato, será "ainda mais forte". Entre outros aspectos, Obama citou a colaboração com o México em matéria de energia e meio ambiente. Ele afirmou que seu governo estará "preparado desde o primeiro dia" para manter uma "forte relação" com o México. Em sua conversa, de quase duas horas e que começou com um almoço à base de sopa, linguado e filé com molho de salsinha, os dois líderes abordaram "de maneira geral" questões como o comércio, a imigração ou a violência procedente do tráfico de drogas e que afeta o México. Obama elogiou a "extraordinária coragem" do líder mexicano em sua luta contra o narcotráfico, enquanto Calderón afirmou que a conversa desta segunda representa "o início de uma extraordinária época de cooperação e de relação" entre os dois países. Calderón informou que pediu a Obama uma aliança estratégica entre os governos para enfrentar problemas comuns, principalmente a segurança e a luta contra o crime organizado. "Quanto mais seguro estiver o México, mais seguros estarão os EUA", afirmou Calderón, que qualificou o encontro desta segunda como "muito produtivo e construtivo."

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