Obama promete respostas sobre governador na próxima semana

Eleito diz que é 'um pouco frustrante' ainda não poder divulgar investigação interna sobre escândalo de Illinois

Efe,

17 de dezembro de 2008 | 18h47

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quarta-feira, 17, que na próxima semana dará respostas sobre o escândalo em torno ao governador de Illinois, Rod Blagojevich, acusado de corrupção e suborno por querer lucrar com a cadeira no Senado que deixou o futuro presidente. Durante uma entrevista coletiva em Illinois, na qual anunciou novas nomeações para seu futuro gabinete, Obama disse que lhe parece "um pouco frustrante" não poder divulgar, por enquanto, os resultados de uma investigação interna sobre se alguém em sua equipe de transição teve contato com o governador.   Veja também: Processo contra governador de Illinois é paralisado    Perguntado sobre as promessas de transparência que fez aos eleitores durante a disputa presidencial, Obama repetiu que, por ordens dos investigadores federais, tem que esperar seu sinal verde para divulgar os resultados da investigação. No entanto, afirmou: "até a próxima semana, vocês terão respostas a todas suas perguntas" em torno ao caso.   Blagojevich foi detido na semana passada em sua casa, acusado de tentar "vender" ao melhor licitante a cadeira que Obama deixou vaga no Senado ao ganhar as eleições presidenciais de 4 de novembro. Poucas horas antes da entrevista coletiva do presidente eleito, um assessor de alto escalão de Obama defendeu o futuro chefe de gabinete, Rahm Emanuel, pelos contatos que este manteve com o governador para preencher a vaga no Senado.   O jornal "Chicago Sun Times" informou nesta quarta que Emanuel pediu em privado ao Blagojevich que designasse a Valerie Jarrett como substituta de Obama no Senado. Jarrett é uma amiga próxima de Obama e, segundo meios de comunicação americanos, o presidente eleito apoiava sua nomeação ao cargo.   Segundo o jornal, Emanuel inclusive pediu que a nomeação se efetuasse para uma determinada data. No entanto, em declarações à emissora de TV "MSNBC", David Axelrod, assessor de alto escalão de Obama, fez uma defesa ferrenha de Emanuel em relação com o caso. "Conheço Rahm há muito tempo. Trabalhei estreitamente com ele e é alguém que, acho, tem enorme integridade e destreza única, e acho que temos sorte de contar com ele", disse Axelrod.   "Não tenho nenhuma preocupação com Rahm. É uma pessoa valiosa para nós e será para o país, como foi no Congresso", afirmou. Segundo observadores, não haveria nada mau ou legalmente indevido em torno de qualquer discussão com Blagojevich para preencher a cadeira no Senado.   Mas os investigadores querem saber se Emanuel ou a própria Jarrett, que posteriormente retirou seu nome de consideração para o cargo, souberam se o governador buscava algum tipo de compensação monetária em troca de nomear a substituição de Obama.   O caso de Blagojevich, sobre quem aumentam as pressões políticas para que renuncie, transformou-se em uma enorme distração para a equipe de Obama, que procura enfocar seus esforços na crise econômica do país e na formação do governo que se inicia daqui a um mês e três dias.

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