Obama promete visitar Iraque e Afeganistão antes das eleições

Enfrentando críticas de McCain, candidato democrata diz que pretende encontrar ministro iraquiano em Bagdá

Associated Press,

16 de junho de 2008 | 18h53

O virtual candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama disse nesta segunda-feira, 16, que irá visitar o Iraque e o Afeganistão antes das eleições presidenciais de novembro. A visita de Obama poderá ser a primeira desde que o senador viajou ao Iraque em janeiro de 2006, quando participou de uma delegação do Congresso americano. Seu rival republicano John McCain, que já esteve oito vezes no Iraque, critica o senador por não viajar aos dois países.   Veja também: Al Gore anuncia apoio a Obama Possíveis vice-candidatos para Obama Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Obama declarou nesta segunda aos repórteres em Michigan que conversou sobre a guerra com o ministro do exterior do Iraque Hoshyar Zebari e disse ao chanceler que deseja encontrá-lo em Bagdá. Segundo Obama, a viagem para o Afeganistão também estaria nos planos.   McCain apóia a continuidade da guerra do Iraque e tem ressaltado sua experiência em assuntos de segurança nacional e política exterior. Ele tem descrito Obama, um senador em primeiro mandato por Illinois, como inexperiente em assuntos externos e incapaz de cumprir sua promessa de retirar as tropas americanas em 16 meses do Iraque.   O democrata disse ter comentado com Zebari que está encorajado com a redução da violência no Iraque, mas que se eleito presidente, ele irá retirar com bastante cuidado as tropas das regiões de combate no Iraque.   Já McCain teve um encontro com Zebari no domingo em Arlington, Virginia. O funcionário iraquiano tenta levar adiante difíceis negociações sobre o papel militar americano no Iraque. O regime de Bagdá afirma que não aceitará, a partir de dezembro deste ano, uma renovação do mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) que dá legitimidade à ocupação militar dos EUA no Iraque.   Na semana passada, o premiê iraquiano Nouri al-Maliki disse que as negociações haviam chegado a um impasse, mas Zebari disse no domingo à rede CNN que esse não é o caso. "A situação de campo é que tivemos um enorme sucesso e o reforço de tropas funcionou", afirmou McCain.   "O senador Obama estava errado quando ele disse que o reforço militar não daria certo," disse McCain sobre o reforço de 30 mil soldados enviado pelo presidente George W. Bush ao Iraque em meados de 2007.

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