Obama reafirma que Jerusalém será a capital de Israel

Democrata critica o Hamas e diz que apóia esforços de paz com palestinos preparados para aceitar Estado judeu

Agências internacionais,

23 de julho de 2008 | 12h34

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira, 23, que está entre os interesses de Israel alcançar a paz com os palestinos. Durante entrevista coletiva na cidade israelense de Sderot, na fronteira com a Faixa de Gaza, o senador enfatizou o direito do Estado judeu de se defender e reiterou que Jerusalém será a capital de Israel.  Veja também:Obama diz que segurança de Israel será prioridadeObama x McCain Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  "Eu continuo dizendo que Jerusalém será a capital de Israel. Eu disse isso antes e torno a dizer, mas eu também observei que isso é uma questão" a ser decidida por meio de negociações, declarou Obama. "Esse é um tema que deve ser discutido entre as partes envolvidas, os palestinos e israelenses, e não é papel dos Estados Unidos ditar o modo como será feito, mas de apoiar os esforços que estão sendo feitos agora para resolver esse tema tão difícil e que tem longa história". Tanto israelenses quanto palestinos reivindicam Jerusalém como capital. A cidade - sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos - foi capturada por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias. Anos mais tarde, o governo israelense anexou a cidade e a declarou sua capital "eterna e indivisível". As iniciativas israelenses, no entanto, são rechaçadas pela comunidade internacional, que defende uma solução negociada. Os palestinos reivindicam o setor tradicionalmente árabe da cidade, conhecido como Jerusalém Oriental, como capital de seu futuro Estado independente e soberano. "Trago para Sderot um inabalável compromisso com a segurança de Israel", declarou o candidato democrata. "O Estado de Israel enfrenta determinados inimigos que buscam sua destruição. Mas também tem um amigo e aliado nos Estados Unidos, e que sempre estará de prontidão pelo povo de Israel". Em entrevista aos jornalistas diante dos escombros deixados por mísseis lançados por militantes palestinos da Faixa de Gaza, Obama afirmou que este "terror é intolerável" e que apóia os esforços de paz "com palestinos que estão preparados para aceitar o Estado de Israel", ressaltando que seria "duro" negociar com o Hamas, que rejeita Israel e "usa o terrorismo como arma". Ataque contra o Irã Durante a coletiva em Sderot, Obama afirmou que um Irã nuclear representa uma "grave ameaça" e que o mundo deve impedir que Teerã obtenha armas nucleares. O senador democrata disse que, se vencer as eleições presidenciais, "não colocará opções na mesa" nas negociações com o Irã e endureça as sanções impostas ao país.

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