Obama recusa financiamento público de campanha nos EUA

Democrata afirma que rivais arrecadam verbas com lobby e jogam com 'sistema falido' de verbas públicas

Agência Estado e Associated Press,

19 de junho de 2008 | 11h19

O senador Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira, 19, que recusará o financiamento federal público em sua campanha pela Presidência dos Estados Unidos. Antes, o democrata havia afirmado que caso seu rival republicano, John McCain, aceitasse esse dinheiro ele também o usaria.   Veja também: Assista ao vídeo do pronunciamento de Obama (em inglês)   Obama elogia mediação brasileira na América Latina Republicanos vão doar dinheiro de broche racista Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Após estabelecer vários recordes de arrecadação para sua campanha, Obama recusará mais de US$ 84 milhões (R$ 134,4 milhões) que ele poderia usar na campanha geral. Os candidatos que aceitam o financiamento público são obrigados a respeitar restrições a outras formas de arrecadação. Funcionários de Obama disseram que a decisão foi tomada pois McCain já usa dinheiro levantado com doadores privados em sua campanha.   "Não é uma decisão fácil, e especialmente porque eu apóio um sistema robusto de financiamento público das eleições", afirmou Obama em uma mensagem de vídeo distribuída por e-mail a seus partidários. "Mas o financiamento público das eleições presidenciais como existe hoje está quebrado, e nós enfrentamos oponentes que se tornaram mestres em jogar com esse sistema falido."   Segundo Obama, McCain e o Comitê Nacional Republicano recebem muitas contribuições de lobistas de Washington e comitês de ação política. Esses grupos podem levantar quantias ilimitadas de dinheiro para realizar propagandas não controladas pelas campanhas.   Os comitês, que não são controlados pelas campanhas, são chamados de 527, em referência ao código na legislação sobre impostos destinado a regular esses órgãos. "E nós já vimos que ele não interromperá os boatos e ataques de seus aliados que comandam os famosos grupos 527, que gastarão milhões e milhões de dólares em doações ilimitadas", justificou-se Obama.

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