Obama reúne multidão em Estado considerado republicano

Comício do democrata em Missouri atrai 100 mil pessoas, o maior público que o senador já reuniu nos EUA

Agências internacionais,

18 de outubro de 2008 | 15h36

Seguindo na disputa dos Estados-chave, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, reuniu neste sábado, 18, cerca de 100 mil pessoas em um comício em St. Louis, Missouri, um Estado considerado republicano que elegeu George W. Bush duas vezes e que agora, segundo pesquisas, está se inclinando para o lado democrata. Segundo o Wall Street Journal, essa foi a maior multidão que o senador por Illinois já reuniu em um evento nos Estados Unidos.    Veja também: Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Obama em St. Louis. Foto: AP   As sondagens confirmam que o vento segue soprando a favor de Obama. O Real Clear Politics, site que realiza uma média das diferentes pesquisas, lhe dá 6,8 pontos de vantagem. McCain, enquanto isso, seguiu na sexta para a Flórida, um Estado que historicamente favorece os republicanos e onde Obama tem agora uma ligeira vantagem, não significativa do ponto de vista estatístico.   Obama em St. Louis. Foto: Reuters   A campanha do republicano segue centrada em desacreditar a Obama, como demonstram as chamadas automatizadas em vários estados do país que vinculam o democrata a Bill Ayers, um ex-membro do grupo radical Weather Underground envolvido em atentados contra o Pentágono e o Capitólio nos anos 60. As chamadas, que começaram na quinta-feira em Nevada, Wisconsin e outros Estados-chave, sustentam que Obama "trabalhou estreitamente com terroristas como Bill Ayers, cuja organização bombardeou o Capitólio, o Pentágono, a residência de um juiz e matou a americanos."   Obama em St. Louis. Foto: AP   Obama condenou as atividades radicais de Ayers, com quem serviu juntamente na direção de várias associações beneficentes em Chicago, embora não existam provas de que ambos mantenham ou tenham mantido uma relação. O democrata insistiu na quarta-feira em que ele tinha oito anos quando Ayers era um radical.

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