Obama segue para encontro com Sarkozy na França

Após discurso histórico na Alemanha, democrata viaja a Paris para reunião com presidente francês

Agências internacionais,

25 de julho de 2008 | 08h39

Depois de reunir o maior público de toda a sua campanha presidencial em Berlim, o candidato democrata Barack Obama, é esperado em Paris nesta sexta-feira, 25, para uma rápida visita ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, no Palácio do Eliseu. Após entrevista coletiva, o senador embarca para o Reino Unido, onde encerra o seu giro internacional para provar sua credibilidade em política internacional.   Veja também: Obama atrai milhares em discurso na Alemanha Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Imagens da viagem de Obama  Vídeo do discurso (em inglês)    De acordo com a polícia alemã, 200 mil pessoas acompanharam o discurso, a maior platéia de toda a campanha - o recorde até então havia sido estabelecido em Portland, quando Obama falou diante de 75 mil pessoas às vésperas das primárias do Estado de Oregon, em maio. Em Berlim, o democrata lançou uma mensagem de unidade ao mundo, pedindo mais cooperação entre EUA e Europa para derrubar "os muros erguidos após a Guerra Fria".   O candidato democrata passou uma manhã tranqüila em Berlim, longe das câmaras e sem atos oficiais, antes de partir em direção a Paris. O encontro com Sarkozy deve acontecer ao meio-dia (horário de Brasília). Ainda nesta sexta, Obama parte para o Reino Unido, onde se encontrará com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. O senador embarca para os EUA no sábado.   "Amigo Obama"   O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou ao jornal Le Figaro que Obama é seu amigo. "Ao contrário dos meus conselheiros de célula diplomática, nunca acreditei nas possibilidades de Hillary Clinton. Sempre disse que Obama seria escolhido" candidato pelo Partido Democrata, assegurou o chefe de Estado.   Sarkozy, como ministro francês do Interior, se reuniu com o senador de Illinois em Washington em 2006. Segundo o jornal, Sarkozy tem cuidado para fazer prognósticos sobre as eleições presidenciais americanas, mas não esconde que uma vitória de Obama "validaria" sua estratédia de reconciliação com os EUA.   Obama, muito popular na França, onde se fala em "Obamania", como nos outros países europeus, disse em janeiro que estava impressionado com Sarkozy, um homem "enérgico" e com "muito talento".   De acordo com o conselheiro especial de política exterior de Obama, Gregory Craig, disse ao Le Figaro, Obama quer consultar Sarkozy sobre o dossiê iraniano e considera que "nos grandes temas diplomáticos, os EUA devem trabalhar com a França, seu grande aliado histórico".

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