Obama supera McCain entre latinos, diz pesquisa

População representa 8% do eleitorado americano e é crucial em Estados que podem definir a disputa

Reuters,

19 de junho de 2008 | 11h47

Os eleitores hispânicos dos Estados Unidos preferem o democrata Barack Obama ao republicano John McCain, mas o democrata ainda não alcança, dentro dessa comunidade, os índices de popularidade registrados por sua ex-rival de partido Hillary Clinton, mostrou na quarta-feira, 18, uma nova pesquisa Reuters/Zogby.   Veja também:  Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Duas semanas depois de conquistar a vaga democrata para as eleições presidenciais de novembro, Obama apresentava nacionalmente uma pequena vantagem em relação a McCain, de 47% das intenções de voto contra 42%, segundo revelou a enquete. Entre os eleitores de origem hispânica, Obama conta com 54% de apoio, contra 44% para McCain.   Pesquisas do instituto Gallup realizadas em maio e dados divulgados no começo deste mês mostraram Obama em uma posição mais confortável entre os eleitores latinos (62% das intenções de voto contra 29% para o republicano).   Hillary conseguiu mais de dois terços dos votos hispânicos durante as prévias do Partido Democrata, e a campanha de Obama, que pode se transformar no primeiro presidente negro dos EUA, começou a adotar medidas para angariar os votos desse grupo. O voto latino, que somaria 8% do total do país, é considerado crucial em Estados que podem definir a disputa, como a Flórida, o Novo México, Nevada, o Colorado e o Arizona.   "Obama sabe que Hillary é uma 'marca' reconhecida entre os hispânicos, ao passo que muitos deles ainda não o conhecem", afirmou à Reuters Andres Ramírez, vice-presidente para assuntos hispânicos da NDN, um centro de pesquisa identificado com o Partido Democrata.   McCain, de outro lado, exibe um antigo histórico de envolvimento com temas de interesse dos latinos e, ao menos inicialmente, defendeu uma reforma para legalizar a situação dos imigrantes ilegais. Porém mais tarde, de olho nas alas mais conservadoras de seu partido, o candidato republicano adotou uma postura menos flexível a respeito da questão.   Desde então, Obama vem reforçando sua estratégia para conquistar os eleitores hispânicos, que poderiam somar mais de 18 milhões de votos neste ano, segundo projeções. Na terça-feira, o democrata reuniu-se com representantes da bancada hispânica do Congresso norte-americano, em busca de aliados capazes de fazer aumentar sua popularidade dentro dessa comunidade, e anunciou a contratação de Patti Solís para sua campanha. Solís trabalhou durante anos com Hillary, de quem foi chefe de campanha até a ex-primeira-dama começar a perder votos nas prévias para Obama e reestruturar sua equipe.   Durante essas prévias, o democrata gastou mais de 10 milhões de dólares com peças de divulgação voltadas à comunidade latina, disse Ramírez. E Obama deve continuar investindo dinheiro e contratando especialistas com vistas a adotar uma estratégia de comunicação mais eficiente, acrescentou.   McCain, de sua parte, também deu início a sua ofensiva, divulgando anúncios de TV em espanhol, falando sobre temas de interesse dos latino-americanos e concedendo entrevistas a meios de comunicação de língua hispânica, entre outras atividades.   A pesquisa Reuters/Zogby foi realizada nacionalmente e consultou 1.113 eleitores em potencial entre a quinta-feira e o sábado, possuindo uma margem de erro de três pontos percentuais para cima ou para baixo.

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