Obama venceria se eleição fosse hoje, diz pesquisa CNN

Democrata é projetado com 277 votos no colégio eleitoral, ante 174 de McCain; Vírginia passa a apoiar Obama

Agências internacionais,

16 de outubro de 2008 | 14h58

Se as eleições americanas fossem hoje, o democrata Barack Obama já teria o número de votos necessários nos colégios eleitorais para vencer a votação, informa pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 16, pela rede CNN. A sondagem indica que o democrata tem o apoio de 277 delegados, enquanto o republicano John McCain conta com 174. Outros 87 votos eleitorais continuam em aberto. Um dos destaques da análise é que Obama conquistou a liderança na Virgínia, um Estado tradicionalmente republicano, que oferece 13 votos para a disputa. Para ser eleito, o presidente americano precisa obter 270 votos nos colégios eleitorais.   "Virginia não foi democrata por 44 anos", explica Alan Silverleib, cientista político da CNN. "Várias pesquisas - incluindo a nossa - mostra agora Obama com uma vantagem de dois dígitos lá. Se ele manter essa liderança, poderá ser o suficiente para colocá-lo na Casa Branca", acrescenta. "McCain realmente não pode perder os 13 votos eleitorais da Virgínia. O Estado é uma região-chave da coalizão eleitoral republicana."   Veja também: McCain perde última chance de virar disputa Veja os principais pontos do debate presidencial Citado em debate, 'Joe, o encanador' se incomoda com a fama Veja as imagens do debate presidencial  Confira os números das pesquisas nos Estados  Veja a cobertura online no blog  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Em uma pesquisa da CNN divulgada na quarta-feira, Obama é projetado com 50% dos votos, enquanto McCain contaria com 43%. Cerca de 8% dos eleitores continuavam indecisos.   A sondagem da emissora também indica que o republicano perdeu força em Dakota do Norte, onde ele contava com forte apoio, enquanto Obama se fortaleceu em New Jersey. "McCain está indo para uma direção errada enquanto precisa ganhar votos nos colégios eleitorais, não perdê-los. Mas a eleição ainda não terminou", indica o editor de política da rede americana.   No último debate entre os candidatos, realizado na noite de quarta, McCain atacou agressivamente as idéias e metas políticas de Obama, na tentativa de recuperar sua campanha enfraquecida. Mas pesquisas instantâneas realizadas por redes de televisão indicam que os eleitores reprovaram o ataque negativo de McCain, e declararam o democrata como vencedor.   O conselheiro do republicano Steve Schmidt insistiu que McCain triunfou no debate final. "O senador McCain fez um trabalho muito eficiente e venceu o debate sobre economia", disse.   Pesquisa da CNN mostrou que 58% dos consultados afirmaram que Obama venceu, contra 31% dos que apontaram McCain - 70% disseram que o democrata foi mais agradável. Outra sondagem, da rede CBS, mostrou vitória do democrata por 53%, contra 22% do republicano.   Próximos passos   Faltando apenas 19 dias para as eleições, Obama e McCain entraram nesta quinta na reta final de suas campanhas. Apesar do favoritismo, o democrata alertou seus apoiadores que a eleição ainda não está ganha. "Para todos vocês que estão achando que isso está tudo pronto, tenho duas palavras para vocês: New Hampshire", declarou ele em um evento de campanha em Manhattan. "Eu estive nessa posição antes, quando estávamos em vantagem e a impressa começou a se empolgar, e no fim nós começamos a levar uma surra", continuou, segundo o jornal The New York Times.   Com essa lição em mente, Obama tirou esta quinta-feira para fazer campanha em New Hampshire, Estado no qual ele foi derrotado há nove meses nas eleições primárias democratas para sua ex-rival Hillary Clinton.   Já McCain partiu para a Pensilvânia, onde tinha marcado um comício à tarde antes de retornar a Nova York e se juntar ao candidato democrata e Alfred E. Smith em um jantar no Hotel Waldorf Astoria. De acordo com o New York Times, será a segunda noite consecutiva - e provavelmente a última - na qual os dois rivais estarão juntos.   Ainda nesta quinta, as duas campanhas lançaram novos comerciais, que foram feitos logo após o debate de quarta. A mensagem democrata tenta reforçar a ligação de McCain ao presidente George W. Bush, dizendo que o republicano "continuará a mandar US$ 10 bilhões por mês para o Iraque enquanto nossa economia sofre - o mesmo que Bush."   Por sua vez, o novo comercial de McCain distancia o candidato da atual administração americana, dizendo que "nós precisamos de uma nova direção" e o republicano "tem o plano."

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