Obama vincula McCain a escândalo financeiro dos anos 80

Em novo vídeo, democrata relaciona rival ao caso Keating Five; republicano descreve episódio como um erro

Efe,

06 de outubro de 2008 | 20h44

A campanha do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, divulgou nesta segunda-feira, 6, um documentário na internet em que vincula seu adversário, o republicano John McCain, com um escândalo financeiro do final dos anos 80 conhecido como Keating Five. O vídeo de 13 minutos relaciona McCain com o magnata Charles Keating, que foi declarado culpado de fraude financeira no início dos anos 90 e pegou cinco anos de prisão. Veja também:Às vésperas do debate, Obama abre oito pontos sobre McCainObama x McCain Entenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA  Keating era o presidente da firma Lincoln Savings, cuja quebra fez com que mais de 20 mil investidores, a maioria deles de idade avançada, perdessem suas economias. A quebra da companhia se tornou um dos maiores fracassos financeiros da história americana. McCain foi um dos cinco senadores investigados - conhecidos como os Keating Five - por um painel do Senado por sua intervenção perante os reguladores bancários para ajudar Keating, que tinha feito contribuições às campanhas dos cinco legisladores. Os investigadores concluíram em 1991 que McCain estava menos envolvido no caso que os outros quatro senadores, mas foi criticado por ter demonstrado "mau julgamento" a respeito. O próprio McCain já descreveu o capítulo como "o pior erro" de sua vida. John Dowd, um advogado que representou McCain durante as investigações, assinalou nesta segunda em comunicado divulgado pela campanha do candidato presidencial republicano que o Senado "o eximiu completamente de culpa e pôs fim à investigação." "Só assinalaram que foi uma amostra de mau julgamento por sua parte por ter intervindo perante os reguladores", destacou Dowd. O ataque do democrata chega depois de a candidata republicana à vice-presidência, Sarah Palin, dizer durante o fim de semana que Obama tem "amigos terroristas." Obama serviu em uma ocasião em uma organização sem fins lucrativos da qual também fazia parte Bill Ayers, um ex-membro do grupo radical Weather Underground implicado em atentados contra o Pentágono e o Capitólio nos anos 60.

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