Obama visita Israel e territórios palestinos na próxima semana

Democrata tenta mostrar comprometimento com israelenses; senador deve se reunir com autoridade palestina

Efe e Reuters,

14 de julho de 2008 | 10h21

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, visitará Israel e os territórios palestinos na próxima semana, quando deve se reunir com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, revelaram nesta segunda-feira, 14, fontes israelenses e palestinas.   Veja também: Obama promete aproximação com a América Latina Obama tem vantagem de apenas 3% sobre McCain, diz pesquisa Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    O senador americano estará na região entre 22 e 23 de julho e segundo o negociador palestino Saeb Erekat, Obama se encontrará com Abbas em Ramallah, ma Cisjordânia. Oficiais israelenses confirmaram ainda que o candidato se reunirá com o primeiro-ministro Ehud Olmert, com a ministra de Relações Exteriores Tzipi Livni, o ministro da Defesa Ehud Barak, o presidente Shimon Peres e o líder da oposição Benjamin Netanyahu.   Segundo fontes ligadas ao comitê de campanha do senador, Obama também deve visitar em breve Israel, Jordânia, França, Alemanha e Reino Unido. Obama afirmou que pretende visitar também o Afeganistão e o Iraque, mas membros de seu comitê de campanha não informaram se estes países farão parte da viagem nesta ocasião. Por razões de segurança, a organização da campanha eleitoral do senador democrata também não confirmou as datas da viagem do Candidato.   Já havia previamente grande expectativa por uma visita de Obama ao Oriente Médio em meados deste ano. O fato de ser filho de um muçulmano já falecido e de ter durante a campanha manifestado a disposição de conversar com o governo do Irã faz com que o senador democrata seja visto com desconfiança por muitos eleitores judeus.   Em discurso feito em junho no Comitê Americano para os Assuntos Públicos de Israel, Obama disse que, se for eleito em novembro, vai se empenhar para que seja criado um Estado palestino que viva em paz com Israel. Mas, em declarações que chocaram os líderes palestinos, ele afirmou naquele discurso que "Jerusalém continuará como capital de Israel, e deve permanecer não-dividida".   No domingo, Obama disse que usou uma "má formulação". "O que estávamos defendendo era simplesmente que não queremos uma cerca de arame farpado cortando Jerusalém, de forma semelhante à que ocorria antes da guerra de 1967, que era possível para nós criarmos uma Jerusalém coesa e coerente", disse Obama à CNN.   Os palestinos reivindicam a parte oriental de Jerusalém como capital de seu eventual Estado. Israel ocupou o lado leste da cidade sagrada em 1967, sem reconhecimento internacional, e diz que Jerusalém como um todo é sua capital "eterna e indivisível".   O candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, visitou Israel em março. Ele não foi à Cisjordânia, mas falou com Abbas por telefone.   Matéria atualizada às 10h50.  

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