Obama volta a falar sobre a equipe econômica nesta terça

Presidente eleito deve detalhar pacote contra a crise financeira e anunciar novos nomes do novo governo

Agências internacionais,

25 de novembro de 2008 | 08h35

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, comparece diante da imprensa pela segunda vez em menos de 48 horas nesta terça-feira, 25, às 16 horas (horário de Brasília), para insistir em seu plano econômico para tirar o país da crise. Ao anunciar os principais nomes de sua equipe econômica, Obama afirmou na segunda que os EUA precisam agir de forma "rápida e audaciosa" para enfrentar uma crise econômica "de proporções históricas". Sua equipe econômica vai começar a trabalhar "imediatamente" no pacote para criar 2,5 milhões de empregos até 2011, evitar execuções de hipoteca e ajudar a indústria automobilística, disse Obama. "Eu quero implementar um pacote econômico o mais rápido possível".   Veja também: Obama nomeia equipe e pede dedicação a plano de estímulo Obama terá pacote de até US$ 700 bi no dia da posse, diz senador O gabinete do presidente eleito   Obama prometeu a rápida implementação de um pacote para tentar "dar um empurrão" na fragilizada economia americana. Em uma entrevista coletiva em Chicago, Obama ainda disse que, pelo tamanho da crise econômica, é necessário que os Estados Unidos empreendam ações conjuntas com outros governos. "Nós faremos o que for necessário para empurrar a economia de volta a seu lugar. Estamos enfrentando uma crise de proporções históricas". No entanto, se recusou a dar mais detalhes sobre os custos do projeto. Analistas, no entanto, especulam que o pacote poderia custar algo em torno de US$ 700 bilhões. Obama deve anunciar mais detalhes do pacote de estímulo nesta terça-feira e apresentar Peter Orszag como diretor do Escritório de Administração e Orçamento, o terceiro dos três mais importantes cargos econômicos (ao lado dos de Summers e Geithner).   Obama confirmou que Timothy Geithner, atual presidente do Federal Reserve (o banco central) de Nova York, será o secretário do Tesouro em seu governo. Lawrence Summers, secretário do Tesouro no governo Bill Clinton, será presidente do Conselho Econômico Nacional, de onde irá assessorar o presidente em questões econômicas e coordenar ações de diversas agências. Christina Romer, professora da Universidade da Califórnia em Berkeley, especialista em depressão dos anos 30, será a presidente do Conselho de Assessores Econômicos, encarregada de políticas de longo prazo e pesquisas. E Melody Barnes, integrante da equipe de transição de Obama, será presidente do Conselho de Política Doméstica, que cuidará de questões de longo prazo, como a reforma do sistema de saúde.   O presidente eleito disse que sua equipe econômica tem "líderes que oferecem tanto julgamento sólido como novos pensamentos, tanto experiência como idéias audaciosas". Referindo-se a Geithner, Obama disse que o futuro secretário do Tesouro vai se aproximar de vários países do mundo para desenhar uma "resposta global" à crise. "A longa experiência internacional de Tim o qualifica de forma especial para essa tarefa." Ele afirmou que Larry Summers é "uma das grandes mentes econômicas de nossa era."   (Com Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo)

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