Padre diz que quem votou em Obama não deve tomar hóstia

Sacerdote americano afirma que eleger democrata foi 'cooperação com a maldade' por seu apoio ao aborto

Associated Press,

14 de novembro de 2008 | 18h52

Um padre americano disse aos fiéis de sua igreja em Greenville, na Carolina do Sul, que eles não poderiam tomar a hóstia se tivessem votado em Barack Obama porque o presidente eleito dos Estados Unidos apóia o aporto. Para o sacerdote, votar nele foi "cooperação material com a maldade intrínseca". Jay Scott Newman afirmou em um jornal distribuído na igreja católica de St. Mary no domingo que eles estariam colocando suas almas em risco se recebessem a comunhão antes de fazer penitência pelo voto.   Veja também: Principais desafios de Obama Nomes cotados para o gabinete de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   "Nossa nação escolheu para seu Executivo o político mais radical pró-aborto que já serviu no Senado americano ou concorreu para presidente", escreveu o padre, referindo-se a Obama por seu nome completo, incluindo o sobrenome Hussein. "Votar em um político pró-aborto quando existe uma alternativa pró-vida plausível constitui cooperação material com a maldade intrínseca", continuou. "Pessoas nessas condições não devem receber comunhão até se reconciliarem com Deus no Sacramento da Penitência, ou então estariam comendo e bebendo de sua própria condenação."   Obama venceu o republicano John McCain nas eleições de 4 de novembro, tornando-se o primeiro presidente negro dos EUA. Na Carolina do Sul, parte conservadora do país, a disputa foi vencida por McCain. Durante a campanha, muitos religiosos falaram contra o aborto mais abertamente do que no pleito anterior, dizendo aos políticos e eleitores católicos que a questão deveria ser a mais importante a ser considerada na formação política e na escolha de candidatos.   Alguns líderes da igreja disseram que os fiéis arriscaram suas almas ao votarem em candidatos que apóiam o direito ao aborto. Mas as lideranças diferem em quando os legisladores e eleitores católicos não devem receber a comunhão se divergirem do ensinamento da igreja sobre o aborto. Cada dirigente aplica suas normas em cada diocese.   Em um encontro anual, bispos católicos americanos prometeram na quinta-feira confrontar a administração Obama por apoiar o aborto. De acordo com pesquisas de opinião, 54% dos católicos votaram no democrata, que é protestante. Na Carolina do Sul, 61% dos eleitores no condado de Greenville votaram em McCain, enquanto 37% optaram por Obama.

Tudo o que sabemos sobre:
Barack Obamaeleições nos EUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.