Palin reage a críticas da imprensa: não busco a opinião deles

Vice de McCain discursou na noite desta quarta-feira durante a convenção do Partido Republicano

Agências internacionais,

03 de setembro de 2008 | 23h52

A candidata da chapa de John McCain  à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, atacou a imprensa  em seu discurso na  noite desta quarta-feira na convenção do Partido Republicano.  Dizendo não ser membro da "elite de Washington", a governadora do Alasca  se queixou das reportagens que abordaram vários aspectos das suas origens desde que ela foi indicada candidata a vice de John McCain. "Eis uma nova noticiazinha para todos esses repórteres e comentaristas: não estou indo a Washington em busca da ótima opinião deles; estou indo a Washington para servir ao povo deste país."   Veja também: McCain pede a jornalistas que deixem sua vice em paz Galeria de fotos da convenção  Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA    Nos últimos dias,  a notícia de que a filha da governadora, Bristol, de 17 anos, está grávida de cinco meses, ganhou destaque por conta de Palin ser uma cristã devota e mãe de cinco filhos, que condena o sexo antes do casamento e é radicalmente contrária ao aborto.  Reportagens ainda acusam Sarah de ter cometido abuso de poder no governo do Alasca e denunciam seu envolvimento, no passado, com movimento que pretendia a separação do Alasca e dos EUA.   A filha Bristol estava com seu namorado, além dos outros quatro filhos e do marido, Todd. Ao final, todos subiram ao palco e receberam o abraço do candidato John McCain, que discursará na noite desta quinta-feira.   Sarah também rebateu as críticas feitas pela campanha de Obama, que qualifica a governadora do Alasca como inexperiente para um cargo tão importante. O senador Barack Obama começou sua carreira como ativista comunitário em Chicago, enquanto Palin foi prefeita da pequena Wasilla antes de se tornar governadora, há dois anos. "E como nossos adversários nesta eleição presidencial parecem menosprezar aquela experiência, deixem-me explicar a eles o que é este trabalho. Acho que o prefeito de uma cidadezinha é uma espécie de 'ativista comunitário', exceto que você tem responsabilidades reais", diz ela no discurso.   'O país em primeiro lugar'   Sarah iniciou seu discurso enaltecendo a coragem de McCain, 'um homem que coloca seu país acima de tudo', segundo ela. 'Há um tempo para os políticos, e um tempo para líderes. Há um tempo para fazer campanha e um momento para colocar o país em primeiro lugar', disse, reforçando a necessidade de manter as tropas americanas no Iraque.   Ela defendeu ainda uma grande renovação na política de energia de seu país. 'Começando em janeiro, com a administração McCain-Palin, nós faremos mais dutos, nós construiremos mais usinas nucleares, criaremos novos empregos com o carvão e avançaremos na exploração de energia solar, eólica e outras reservas alternativas', afirmou. 'Nós precisamos de reservas americanas de energia, levadas a vocês pela engenharia americana e produzidas por trabalhadores americanos', disse ainda.   Ao final de seu discurso, quando McCain subiu ao palco, ele perguntou: 'Vocês não acham que nós fizemos a escolha certa para a próxima vice-presidente dos Estados Unidos?', recebendo em troca uma grande ovação.   Giuliani critica 'senador celebridade'   Mais cedo, o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, também havia falado no palco da convenção democrata o candidato democrata à presidência dos EUA, Barack Obama, chamando-o de ‘senador celebridade sem nenhuma experiência de liderança’.   Segundo Giuliani, ‘é um fato: Barack Obama nunca liderou nada. A escolha que se impõe nesta eleição é do conteúdo sobre a forma. John McCain já foi testado. Barack Obama não. Tempos difíceis exigem liderança, e este não o momento para alguém aprender este trabalho’. 

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