Para analistas, Sarah Palin pode liderar republicanos

Ex-candidata a vice é recebida no Alasca com gritos de '2012', incentivando sua possível candidatura

Agência Estado e Associated Press,

06 de novembro de 2008 | 11h48

A ex-candidata à vice-presidência dos Estados Unidos Sarah Palin retornou ao Alasca para retomar seu posto de governadora. Desde sua escolha como companheira de chapa de John McCain, em agosto, Sarah, de 44 anos, foi um dos personagens principais da eleição. Agora, com o partido derrotado, Sarah pode se tornar uma das principais forças na sigla em sua reestruturação após a era George W. Bush. A governadora é cotada inclusive para ser a presidente do Partido Republicano.   Veja também: Família Obama se adapta à nova vida Especial: Festa por mudança  Veja discurso de Obama no Youtube (Parte 1)  Veja discurso de Obama no Youtube (Parte 2)  Veja o perfil do novo presidente Trajetória de Obama  Guterman: Obama é o resgate do 'espírito americano'  Blog: Brasileiros nos EUA Estadao.com.br na terra dos Obamas Diário de bordo da viagem ao Quênia  Veja a apuração das eleições Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Dezenas de pessoas foram recebê-la no aeroporto de Anchorage, muitas gritando em coro 2012, ou seja, incentivando-a para que concorra nas próximas eleições presidenciais. "Nós veremos isso", despistou a republicana, ao ser questionada por repórteres se pode disputar a presidência. Ela disse que espera trabalhar com o presidente eleito Barack Obama no setor de energia.   "Os conservadores ainda estão procurando um sr. Direita. E talvez o sr. Direita se revela a sra. Direita", brincou Bill Whalen, membro do conservador Hoover Institution. Para Whalen, é hora de Sarah escolher se pretende postular-se como uma figura nacional ou permanecerá como uma liderança local no Alasca. Grover Norquist, um influente conservador e presidente da associação Americans for Tax Reform, classificou Sarah como "uma das cinco ou seis pessoas que são candidatos plausíveis para presidente em 2012". Em sua cidade natal, Anchorage, há camisetas à venda com a inscrição "Palin 2012".   McCain chamou Sarah em um momento da campanha uma "impressionante nova voz em nosso partido". Barbara Alby, ex-membro do Comitê Nacional Republicano, comparou a governadora a um "diamante bruto". Praticamente desconhecida antes de sua nomeação na Convenção Nacional Republicana, Sarah deu inicialmente fôlego à campanha de McCain. Suas visões sobre temas como aborto, religião e casamento gay são bem vistas entre o eleitorado conservador. Porém, seu desempenho fraco em várias entrevistas levantou dúvidas sobre o preparo dela para governar o país. Apesar de conseguir levar dezenas de milhares de pessoas para os comícios republicanos, Sarah foi apontada em várias pesquisas como a causa para McCain perder votos entre os independentes e moderados.   Para alguns, agora é o momento de Sarah tentar uma vaga no Senado, de modo a consolidar seu nome nacionalmente. "Continua a haver um grande interesse sobre ela", notou o republicano Fergus Cullen, dirigente partidário de New Hampshire. "Porém o interesse tem um prazo de validade."

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