Para McCain, EUA precisam repensar suas soluções

Em discurso antecipado, pré-candidato ressalta importância de reações em catástrofes humanas ou naturais

Reuters,

03 de abril de 2008 | 11h19

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, acusado por seus adversários de ser o equivalente a um terceiro mandato do presidente George W. Bush, dirá nesta quinta-feira, 3, que os EUA precisam repensar a abordagem dada a vários problemas. O discurso de Jacksonville, sua base nos Estados Unidos na época em que lutava pela Marinha no exterior, será parte da turnê intitulada "Serviço à América", que dura uma semana e passa por locais que foram importantes na formação de McCain. Veja também:Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA   Sem citar o governo Bush, McCain dirá que os EUA devem se preparar "bem melhor do que antes" para reagir rapidamente a ataques como o do 11 de setembro de 2001. O senador dirá também que o governo deve estar mais capacitado para responder a calamidades naturais, o que soa como uma referência à atrapalhada reação ao furacão Katrina. Segundo trechos do discurso antecipados à imprensa, ele dirá que "quando os norte-americanos enfrentam uma catástrofe, seja natural ou feita pelo homem, seu governo, em todas as jurisdições, deve estar organizado e pronto para fornecer água potável para bebês desidratados e resgatar os idosos e enfermos de um hospital sem eletricidade." McCain vem tentando demonstrar que, ao contrário do que dizem seus rivais democratas, ele tem várias diferenças em relação a Bush, em temas como tortura e aquecimento global. Mas este discurso não é de repúdio a Bush, e sim uma longa descrição dos problemas que esperam o próximo presidente, a ser eleito em novembro, embora também haja questionamentos às decisões da Casa Branca e do Congresso nos últimos anos. "Para nos defender (do extremismo islâmico) precisamos fazer tudo melhor e com mais inteligência do que antes", dirá McCain. "Precisamos repensar, renovar e reconstruir a estrutura e a missão dos nossos militares; as capacidades das nossas agências de inteligência e policiamento; os propósitos das nossas alianças, o alcance e escopo da nossa diplomacia," diz o discurso.

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