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Para Obama, revisão do orçamento dos EUA é 'necessidade'

Eleito detalha medidas do novo governo contra o déficit econômico e indica Peter Orszag para a pasta

Agências internacionais,

25 de novembro de 2008 | 15h04

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou nesta terça-feira, 25, Peter Orszag, ex-assessor econômico do governo Bill Clinton, como diretor do Escritório de Administração e Orçamento, o terceiro dos três mais importantes cargos econômicos, depois de anunciar na segunda as nomeações de Timothy Geithner como secretário do Tesouro e de Lawrence Summers como diretor do Conselho Econômico Nacional. Obama prometeu ainda examinar detalhadamente o orçamento federal, eliminando todos os programas desnecessários. Segundo ele, a revisão do orçamento não é uma opção, mas uma necessidade.  Veja também:Obama e Bush trabalham juntos para acalmar mercados  O gabinete do presidente eleito  Obama também nomeou o conselheiro do governo Clinton Roberto Nabors como vice-diretor do OMB. Em entrevista em Chicago, o presidente eleito disse que Orszag e Nabors partilham sua opinião de que é necessário um trabalho agressivo para reduzir o orçamento federal, com foco sobretudo em áreas como a reforma dos programas de saúde. No segundo dia de anúncios de sua equipe econômica, Obama reiterou sua proposta de campanha de avaliar o Orçamento "linha por linha" para eliminar programas de gastos que não são mais necessários e reformar outros para garantir que funcionem bem. Obama disse que a reforma do orçamento federal não é uma opção, mas uma necessidade, por conta da explosão do tamanho do déficit do governo federal. Detalhando suas políticas econômicas, Obama disse que vai por "Wall Street" e "Main Street" para funcionar, destacando seus programas focados na classe média. Ele citou seu programa de criação de 2,5 milhões de empregos e prometeu cortar "programas federais desnecessários", uma medida que poderia combater o décifit orçamentário.  "Meu objetivo principal é criar 2,5 milhões de empregos e ajudar a classe média". "Os investimentos serão nas prioridades nacionais." Obama afirmou que será preciso fazer escolhas duras em relação ao gasto federal e que, a próxima prioridade após o estímulo da economia, será a questão do déficit federal. Obama disse ainda que o corte de impostos para a classe trabalhadora ajudará o setor econômico, e se comprometeu em trabalhar com os governadores em projetos de infra-estrutura. Apesar do novo chefe de Estado só assumir o cargo em 20 de janeiro, a equipe de assessores econômicos de Obama já estão revelando detalhes de um plano de dois anos para salvar ou criar 2,5 milhões de empregos, o que poderia custar centenas de milhões de dólares. Esse gasto, que aumentaria o déficit, será atenuado, ao menos parcialmente, por cortes em outros setores. Nesta terça, Obama destacou que "reforçar o orçamento do governo não é opção, é necessidade" e ressaltou que vai focar o custo crescente do sistema de saúde. "Os investimentos serão nas prioridades nacionais". "A primeira coisa é estar no caminho para a recuperação econômica". Obama reforçou a união bipartidária para resolver os problemas da economia americana, dizendo que "democratas e republicanos devem trabalhar juntos". A equipe de Obama está em contato direto com os funcionários do governo de George W. Bush, que seguem liberando fundos para reativar os mercados de crédito. Nesta terça-feira, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que trabalhou junto com Geithner, que atualmente dirige o Federal Reserve (Fed) de Nova York, em novas iniciativas para o mercado. A declaração foi dada depois de o Tesouro e Fed divulgarem um plano para apoiar o crédito ao consumidor.  Especialista em políticas sociais Orszag, de 39 anos, é especialista no sistema de saúde, pensão e políticas sociais, segundo a CNN. Um dos funcionários mais próximos de Robert Rubin, secretário do Tesouro na administração Clinton, ele e o ex-chefe pelo Tesouro foram co-fundadores do Projeto Hamilton, uma organização com a Instituição Brookings focada em pesquisa e política econômica. Em Brookings, Orszag também trabalhou como diretor de projetos de aposentadoria e co-diretor do centro de políticas econômicas. Matéria atualizada às 15h55.

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