Para Palin, Obama se arrepende de não ter escolhido Hillary

Candidata à vice-presidência é entrevistada pela rede ABC; democratas reagem ao comentário

Efe,

13 de setembro de 2008 | 03h48

A candidata republicana à Vice-Presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, assegurou nesta sexta-feira, 12, que Barack Obama deve estar arrependido de não ter escolhido Hillary Clinton como companheira de chapa para as eleições de novembro. Veja também:Obama x McCainEntenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA  "Acho que agora ele deve estar lamentando que não a escolheu para a Vice-Presidência", disse a governadora do Alasca em entrevista à ABC. Os comentários de Palin provocaram uma reação imediata da campanha de Obama. "Sarah Palin deveria guardar seus falsos sentimentos e considerações", disse a representante democrata Debbie Wasserman. Wasserman lembrou ainda que a governadora do Alasca disse que Hillary era uma "chorona", por causa de seus comentários quando foi criticada na campanha das primárias. Segundo as pesquisas, a escolha de Palin como candidata à Vice-Presidência conseguiu o apoio de um setor considerável das mulheres americanas que antes apoiavam a ex-primeira-dama. A governadora, considerada um dos representantes conservadores do Partido Republicano, confirmou essa posição durante a entrevista. Palin reiterou que se opõe ao aborto em qualquer circunstância, uma postura diferente da do candidato presidencial John McCain, que disse que o apoiaria em casos de estupro ou incesto. Além disso, afirmou que apóia o direito constitucional dos americanos de ter armas, e assinalou que se opõe à pesquisa com células-tronco embrionárias, que também conta com o respaldo de McCain. Palin também comentou sobre "a ameaça de uma guerra" caso a Rússia volte a invadir a Geórgia. "Temos de estar atentos à Rússia. É inaceitável que a Rússia tenha exercido tal pressão a ponto de invadir um país democrático menor", afirmou. A governadora disse ainda que seria possível que os Estados Unidos declarassem guerra à Rússia caso invadisse a Geórgia novamente. "Isso é possível, quero dizer, esse é o acordo quando se trata de um dos aliados da Otan. Se outro país for atacado, é preciso esperar que te peçam ajuda", concluiu a governadora, que defendeu a entrada da Geórgia e da Ucrânia no organismo.

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