Parentes de Obama no Quênia acompanham primárias

Os parentes do pré-candidato democrata Barack Obama no oeste do Quênia estão ligados em seu desempenho nas primárias de New Hampshire e no que ele vai fazer para ajudar a terra de seu pai a se recuperar de uma sangrenta crise política. A cidade natal de seu pai, Kogelo, tem sido poupada até agora da violência étnica que assola o país desde as eleições presidenciais, realizadas em 27 de dezembro. Mas fica a apenas 90 minutos de carro de uma cidade em que os edifícios saqueados e chamuscados são prova dos confrontos. Se Barack Obama estivesse no Quênia hoje, ele iria "trabalhar com as lideranças para colocá-los numa mesa de negociação para resolverem estes problemas", especula o tio do candidato Said Obama. De fato, o porta-voz de Obama, Robert Gibbs, confirmou que o senador falou com o líder da oposição Raila Odinga na segunda-feira, por cerca de cinco minutos, antes de um comício em New Hampshire. Outros assessores confirmaram diversos contatos do democrata com autoridades africanas e americanas, incluindo a secretária de Estado Condolezza Rice, para ajudar na resolução do conflito. Em sua última visita ao Quênia, em agosto de 2006, Barack Obama fez um discurso que foi televisionado ao vivo no qual abordou de forma crítica temas que não costumam ser debatidos abertamente no país, como o alto índice de corrupção e a política tribal, dominante no país desde a independência da Grã Bretanha, em 1963. "Muitas pessoas assistiram mas o governo não gostou", conta Said Obama. O pai de  Barack Obama, que tinha o mesmo nome do filho, ganhou uma bolsa de estudos em uma Universidade do Havaí, onde ele conheceu e se casou com a mãe do candidato, de cidadania americana. Anos depois, eles se separaram e Obama voltou ao Quênia, onde trabalhou como economista no governo, até sua morte, em 1982, vítima de um acidade de carro.  

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