Petrolíferas bancaram estudo de Sarah Palin contra urso polar

Dado apresentado pela vice de McCain nega extinção da espécie e gravidade da mudança climática, diz jornal

Efe,

01 de outubro de 2008 | 09h04

A candidata republicana a vice-presidente republicana, Sarah Palin, baseou sua campanha contra a proteção do urso polar em estudos financiados em parte pela indústria petrolífera, segundo afirma a edição desta quarta-feira, 1, do jornal britânico The Guardian.   Veja também: Pesquisas apontam vantagem de Obama em 3 Estados-chave Debates antigos mostram uma Palin vaga e confiante Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Em resposta à uma consulta do governo federal sobre a situação da espécie no Estado, supostamente ameaçada de extinção, Palin e sua equipe de assessorem se basearam no trabalho de seis cientistas que questionaram a existência da mudança climática ou sua gravidade, afirma o jornal. Um dos documentos apresentados por Palin, foi criticado por basear suas investigações antigas e omitir as provas existentes de que o gelo polar está derretendo em maior velocidade.   Um dos autores desse trabalho, Willie Soon, completou seu levantamento com a ajuda econômica da gigante petrolífera ExxonMobil, que opera no Alasca, e do Instituto Americano de Petróleo. O cientista trabalhou com o George C. Marshall Institute, que recebeu US$ 715 mil de financiamento desde 1998 e sempre foi distinguido por seu ceticismo sobre o perigo da mudança climática.   Outros especialistas céticos citados por Palin e sua equipe são Syun-Ichi Akasofu, ex-diretor do Centro Internacional de Investigações Árticas, do Alasca, e Timothy Ball, professor jubilado de Winnipeg. Akasofu foi o primeiro fundador da Heartland Institute, que recebeu US$ 676.500 da Exxonmobil desde 1998, enquanto Ball trabalhou em projetos financiados por empresas do setor energético.   Segundo Kert Davies, do Greenpeace, sob o mandato de Palin como governadora, o Alasca se apoiou em especialistas cujos pontos de vista estão em oposição com o consenso geral da comunidade cientifica internacional, aponta o jornal.

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