Plano de Hillary quer reduzir homicídios à metade nos EUA

Pré-candidata anuncia proposta que destina US$4 bi na Pensilvânia, onde são realizadas as próximas prévias

Reuters,

11 de abril de 2008 | 14h12

A pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton apresenta nesta sexta-feira, 11, um plano que destina US$ 4 bilhões adicionais por ano para que Estados e prefeituras combatam a criminalidade e reduzam à metade a taxa de homicídios nas cidades mais perigosas dos Estados Unidos. A senadora vai anunciar o plano na Filadélfia, cidade com a maior taxa de homicídios entre as dez maiores metrópoles norte-americanas. Essa é a maior cidade da Pensilvânia, Estado que realiza uma importante eleição primária dia 22.   Se preferido não for nomeado, democrata vota em McCain Obama ganha vantagem entre superdelegados Incêndio destrói escritório da campanha de Hillary Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos   Cobertura completa das eleições nos EUA    Hillary lidera as pesquisas, mas precisa vencer por ampla margem para manter as chances de ser a indicada do Partido Democrata para disputar a Presidência dos EUA contra o republicano John McCain, na eleição de novembro. O plano de segurança, ao qual a Reuters teve acesso, prevê a contratação de 100 mil novos policiais, o combate a gangues e a pontos de venda de drogas e uma iniciativa federal contra a venda ilegal de armas.   Segundo cifras do FBI e de outras fontes citadas no plano de Hillary, entre 1994 e 2000 (no governo de Bill Clinton, marido da candidata) a ocorrência de crimes violentos caiu 29%, e a taxa de homicídios caiu 39%. De 2000 a 2006, a queda foi de apenas 6% nos crimes violentos e 9 por cento nos homicídios. O plano de Hillary prevê a revalorização de um programa de recrutamento de policiais instituído na década de 1990 e o investimento de 1 bilhão de dólares por ano para "fechar a porta giratória" das penitenciárias - o ciclo de prisão, pena e reincidência que atinge muitos criminosos.   A proposta cita um recente estudo do Centro Pew segundo o qual mais de 1 em cada 100 norte-americanos adultos está atrás das grades. Assessores de Hillary dizem que metade dos presidiários acabará voltando para a cadeia num prazo de três anos, o que mostra uma necessidade urgente de melhorar os programas de reabilitação.   Os assessores da candidata disseram que Estados e prefeituras continuarão "no banco do motorista" da segurança pública, e que o foco do plano será em parcerias para aumentar a participação federal nessa área. Isso incluiria programas para ajudar crianças em situação de risco e a repressão à exploração infantil pela Internet. A candidata também deve prometer um "dramático aumento de financiamento" para as agências estaduais que combatem crimes informáticos contra crianças.   Hillary deve apresentar o plano num evento ao lado do prefeito de Filadélfia, Michael Nuttner, que no primeiro dia de seu mandato, em janeiro, decretou "estado de emergência contra o crime" na cidade.

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