Plano para matar Obama não era sério, diz família de acusado

Irmã de Paul Schlesselman afirma que ele 'sente muito'; democrata não se mostra preocupado com segurança

Associated Press,

28 de outubro de 2008 | 18h21

A família do jovem de 18 anos acusado de planejar com um colega de 20 a matança de mais de 100 pessoas e do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, disse nesta terça-feira, 28, que ele não gostava de negros, mas o plano não era sério. Kayla, irmã de Paul Schlesselman, disse que "ele sente muito por tudo o que fez". Os dois foram presos sem direito à fiança.   Veja também: Plano para morte de Obama choca cidade de jovem acusado Enquete: Você votaria em McCain ou Obama?  Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Na Pensilvânia, o candidato democrata disse não estar preocupado com sua segurança porque "tem os melhores homens do mundo: o Serviço Secreto". "O que chama a atenção nesta campanha é o grau em que grupos racistas são marginalizados", afirmou ele ao canal KDKA, segundo a agência France Presse.   O pai de Schlesselman, Mike, disse não acreditar que seu filho poderia ter criado o plano e que isso "é apenas conversa". O jovem havia saído da escola e estava procurando emprego, contou sua família.   A polícia informou que os acusados eram dois neonazistas skinheads. O agente Jim Cavanaugh afirmou que os dois planejavam matar a tiros 88 afro-americanos e depois decapitar outros 14 em uma escola secundária. Os números 88 e 14 são simbólicos na comunidade que defende a "supremacia branca" nos Estados Unidos. O plano seria finalizada com o assassinato de Obama.   Os agentes apreenderam um rifle, três pistolas automáticas e uma escopeta com os suspeitos. Segundo as autoridades, a investigação continua e pode haver mais acusações. Até o momento, não há evidências de outras pessoas que poderiam ajudar os dois jovens a realizar o plano.

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