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Presidenciáveis debatem sobre Iraque 5 anos após invasão

Hillary e Obama defendem rápida retirada dos soldados; McCain afirma que missão deve garantir estabilidade

Reuters,

12 de março de 2008 | 14h28

Cinco anos depois da invasão norte-americana do Iraque, a impopular guerra provoca ecos na campanha presidencial dos EUA em 2008, em meio à qual os democratas prometem uma retirada antecipada ao passo que os republicanos prometem manter o curso atual.   Veja também: Obama supera Hillary nas primárias do Mississippi Confira a disputa em cada Estado  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Os pré-candidatos do Partido Democrata, Barack Obama e Hillary Clinton, disseram que começarão a retirar rapidamente os soldados norte-americanos do Iraque caso um dos dois vença a eleição presidencial de novembro. John McCain, o candidato do Partido Republicano, defende que os militares permaneçam até o Iraque se tornar um país mais estável.   Independentemente de quem vença a corrida rumo à Casa Branca, provavelmente haverá dezenas de milhares de soldados norte-americanos quando o próximo presidente (ou a próxima presidente) tomar posse, em janeiro de 2009.   Os democratas rejeitam com veemência as políticas do presidente George W. Bush, que optou por manter um contingente militar significativo no Iraque a fim de dar tempo ao governo iraquiano para sedimentar-se no poder e acabar com os conflitos sectários. De outro lado, apesar de seus pontos em comum, Obama e Hillary tampouco concordam totalmente a respeito do Iraque.   O senador Obama diz que o fato de Hillary, como senadora, ter votado a favor do uso da força no território iraquiano mostra que a pré-candidata perdeu legitimidade ao falar sobre a questão. Já a pré-candidata diz que seu adversário de partido, além de ter discursado contra a guerra, atuou de forma semelhante a ela no Senado.   Os dois afirmaram que começarão a retirar os soldados do Iraque a uma velocidade de uma ou duas brigadas por mês, colocando fim à operação naquele país dentro de um período de 12 a 16 meses.   No entanto, surgiram dúvidas sobre as declarações de Obama quando uma assessora dele para questões de política externa, Samantha Power, afirmou, segundo meios de comunicação, que o pré-candidato talvez não conseguisse cumprir suas promessas de campanha. Os comentários de Power, que renunciou a seu cargo mais tarde após ter chamado Hillary de "monstro", alimentou as acusações feitas pelos assessores da senadora sobre Obama ter um discurso vazio de conteúdo.   "Mais uma vez, parece que o senador Obama está dizendo aos eleitores uma coisa ao passo que os assessores dele afirmam que essas palavras não deveriam ser levadas a sério", disse o comitê de campanha de Hillary.   Experiência   Obama acusou a adversária de tentar confundir os eleitores. "A verdade é que eu desejo ser tão cuidadoso na retirada quanto fomos descuidados na invasão. Quero ter certeza de que nossas forças ficarão protegidas e em segurança durante a retirada. E não quero ver o Iraque entrando em colapso", afirmou.   Segundo McCain, nenhum dos dois democratas possui a experiência necessária para enfrentar os encargos da área de segurança quando à frente da Casa Branca. O republicano acusou Obama e Hillary de defenderem uma rendição no Iraque.   "O próximo presidente tem de explicar como pretende terminar com aquela guerra da forma mais rápida possível sem exacerbar um conflito sectário que poderia descambar prontamente para um genocídio", afirmou McCain na semana passada.   Cinco anos atrás, quando enviou suas forças para invadir o Iraque, Bush contava com o apoio da maioria dos norte-americanos. Mas o objetivo declarado daquela invasão, acabar com as supostas armas de destruição em massa do Iraque, baseava-se em informações erradas. E, depois da morte de quase 4 mil soldados dos EUA e do gasto de bilhões de dólares com o conflito, muitos norte-americanos passaram a criticar o atual presidente.

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