Primárias da Flórida refletem equilíbrio entre republicanos

Corrida pela indicação deve ficar reduzida a John McCain e Mitt Romney; Giuliani pode desistir de indicação

Patrícia Campos Mello, de O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2008 | 20h28

Os republicanos John McCain e Mitt Romney devem disputar palmo a palmo os votos das primárias desta terça-feira, 29, na Flórida, estado que pode determinar um favorito para a nomeação do partido ou restringir a corrida a apenas dois candidatos. A maioria das pesquisas divulgadas antes da votação indicava empate técnico entre os dois.   Veja também: Giuliani pode deixar disputa Republicanos buscam votos de cubanos Cobertura completa das eleições nos EUA Especial eleições americanas     A última pesquisa Reuters/Zogby mostrou McCain na liderança, com 35% das intenções de voto. Logo atrás vinha Romney, com 31%. Mike Huckabee e Rudy Giuliani apareciam empatados em terceiro, com 13%.   Durante a campanha na Flórida, McCain apostou em suas credenciais de política externa para conquistar eleitores no Estado, que tem forte presença militar. Daqui para a frente, o senador do Arizona também contará com a vantagem de ser percebido pelos eleitores republicanos como o mais "elegível", ou seja, o único candidato do partido que conseguiria derrotar a democrata Hillary Clinton nas eleições de novembro.   Já Mitt Romney ressaltou na campanha a sua experiência empresarial e se apresentou como o melhor candidato para tirar os EUA da crise econômica. O ex-governador de Massachusetts deve continuar a usar suas habilidades como administrador para ganhar votos na Superterça, dia 5, quando serão realizadas primárias republicanas em 21 Estados.   Os dois favoritos passaram o dia trocando acusações. McCain voltou a acusar Romney de defender um cronograma para a retirada de tropas do Iraque. Romney, por sua vez, criticou a falta de conhecimentos de McCain sobre economia.   O jogo duro da campanha se justifica. As primárias da Flórida dão ao vencedor 57 delegados. O líder da corrida republicana, Romney, conquistou até a semana passada 59 delegados. Um triunfo no Estado daria o impulso necessário para o vencedor chegar em vantagem à Superterça.   Para McCain, a Flórida significou seu maior teste até agora, já que o Estado será o primeiro a realizar prévias fechadas, ou seja, sem a participação de eleitores independentes, que deram a ele a vitória em New Hampshire e na Carolina do Sul.   Giuliani   Para o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, a Flórida será a última chance de manter sua candidatura viva. Em uma estratégia arriscada, ele ignorou as primeiras prévias e dedicou-se totalmente ao Estado, onde passou mais de 50 dias em campanha. Se o resultado das pesquisas se confirmarem nas urnas, Giuliani não passaria de um terceiro lugar e poderia dar adeus à corrida presidencial. Nesta terça, pela primeira vez, o ex-prefeito reconheceu que pode retirar sua candidatura. "Minha decisão será tomada na quarta-feira (30) de manhã", afirmou Giuliani.   Os comitês de campanha esperavam um comparecimento recorde de eleitores, motivados também pelo plebiscito sobre uma reforma tributária.   Assim como ocorreu em Michigan, o resultado das primárias democratas da Flórida não valerão porque o diretório nacional do partido puniu a direção estadual por ter antecipado a data das prévias.   Assim, os candidatos democratas comprometeram-se a não fazer campanha no Estado. Hillary Clinton, no entanto, descumpriu a promessa e jurou que apareceria na Flórida à noite para reivindicar uma "vitória simbólica" e apagar a última impressão de derrota deixada na Carolina do Sul. Integrantes do diretório estadual do Partido Democrata pretendem contestar a punição até a convenção, o que poderia dar a Hillary os delegados do Estado.

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