Primeiros Estados encerram votação no leste dos EUA

Indiana e Kentucky são primeiros colégios eleitorais a fechar as urnas; o último será o Alasca, às 4h

Agências internacionais,

04 de novembro de 2008 | 21h26

Indiana e Kentucky foram os primeiros Estados americanos a encerrarem a votação presidencial às 21 horas (no horário de Brasília) nesta terça-feira, 4. Os primeiros resultados colocaram o republicano John McCain à frente na Indiana, Kentucky, Virgínia e Geórgia, enquanto o democrata liderava no decisivo Estado da Flórida, Vermont e New Hampshire. Veja também:Acompanhe a apuração em tempo real Em campanha histórica, Obama inova e quebra recordesAfastando-se de Bush, McCain aposta em ataques pesadosGaleria com imagens do dia de votação nos EUA  Estadao.com.br na terra dos ObamasDiário de bordo da viagem ao Quênia Obama x McCain Entenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA Vários Estados considerados cruciais nesta eleição - entre eles Ohio e Missouri - informaram que houve um alto comparecimento e houve longas filas do lado de fora de centros de votação durante o dia. A expectativa era de que 130 milhões de americanos votassem. Se o número se confirmar, esta terá sido o pleito americano com maior participação de eleitores desde 1960.  Aconteceram alguns problemas, como urnas eletrônicas quebradas, papel emperrado nas impressoras de comprovantes de votação e grandes filas. No Alasca, algumas urnas ficarão abertas até as 4h de quarta-feira, no horário de Brasília. Depois do Alasca, os últimos Estados a fecharem as urnas serão Dakota do Norte, Califórnia, Idaho, Washington (Estado) e Havaí, que devem encerrar o pleito às 2h (no horário de Brasília) de quarta-feira.  Às 22h, encerra a votação em Virgínia. Também neste horário começam a fechar as urnas na Flórida, outro Estado indefinido de acordo com as últimas pesquisas, e, às 22h30, é a hora de Ohio e Carolina do Norte - dois Estados a que os candidatos dedicaram muitas horas de campanha nas últimas semanas. Vitórias nos dois Estados são consideradas decisivas para os dois candidatos.  Indiana, incluído na primeira leva dos que fecharam as urnas, é um dos Estados em que as mais recentes pesquisas indicavam que tanto Obama quanto McCain tinham chance de vitória e, por isso, concentrou esforços de campanha dos dois nas últimas semanas. O Estado é cortado por dois fusos horários e parte das urnas também deve fechar às 19h (22h em Brasília).  New Hampshire foi o Estado em que John McCain iniciou sua arrancada para garantir a candidatura republicana à Presidência, ao vencer a primeira primária realizada este ano, em janeiro. Entretanto, as mais recentes pesquisas indicavam um favoritismo de Barack Obama no Estado.  A cidade de Dixville Notch, em New Hampshire, que há 60 anos é a primeira do país a votar, abriu suas urnas à meia-noite e registrou comparecimento de 100% dos eleitores. Na apuração, Obama venceu McCain por 15 votos a seis. George W. Bush foi vitorioso em Dixville Notch em 2004, quando acabou se reelegendo presidente dos Estados Unidos. Candidatos Obama votou pela manhã, acompanhado da família, em Chicago, no Estado de Illinois, pelo qual é senador. McCain e a mulher, Cindy, votaram em Phoenix, no Arizona. A companheira de chapa de McCain, Sarah Palin, votou em sua cidade, Wasilla, no Alasca, e disse que pretende acordar na manhã de quarta-feira como vice-presidente eleita dos Estados Unidos. Os dois candidatos deverão aguardar os resultados nos Estados que representam no Senado (Obama em Illinois, McCain no Arizona). A última pesquisa da CNN/Opinion Research Corporation sugere que McCain está sete pontos atrás de Obama.  A pesquisa Reuters/C-Span/Zogby divulgada nesta terça-feira coloca Obama 11 pontos à frente de McCain, com 54% contra 43%. As pesquisas indicam que a disputa está mais acirrada em seis Estados: Flórida, Indiana, Missouri, Carolina do Norte, Nevada e Ohio. Os dois candidatos mobilizaram milhares de voluntários para fazer chamadas telefônicas, distribuir propaganda e fazer campanha de porta em porta. Racismo e novos eleitores Além de votar para presidente, os americanos vão votar em novos congressistas e, em alguns Estados, escolher um novo governador e opinar em referendos. Para ser eleito, um candidato precisará obter nesta terça-feira o "número mágico" de pelo menos 270 dos 538 delegados do colégio eleitoral. A cada vitória estadual, os delegados são distribuídos ao candidato que obtiver mais votos. Embora as pesquisas apontem o favoritismo de Obama, muitos fatores poderiam explicar uma surpresa republicana nesta terça-feira. Entre eles está o fato de Obama ser negro e se isso influenciará os eleitores; se os milhares de novos eleitores registrados irão de fato comparecer às urnas; e o "efeito Palin" - se a vice de McCain, Sarah Palin, vai empolgar ou afastar o eleitorado. Segundo o instituto Centre for Responsive Politics, a campanha presidencial deste ano foi a mais cara da história dos Estados Unidos, com um custo calculado em US$ 2,4 bilhões. (Com BBC Brasil) 

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