Próximo presidente deve apoiar reforma migratória, diz Clinton

Medida deve melhorar relações entre EUA e México, afirma ex-líder americano, que admitiu gostar de McCain

Efe,

04 de agosto de 2008 | 16h31

O ex-presidente Bill Clinton afirmou nesta segunda-feira, 4, que, independente do vencedor das eleições de novembro nos Estados Unidos, o próximo chefe de Estado deve apoiar uma reforma migratória com o México, que ajudará a melhorar as relações bilaterais. "Qualquer um que vencer apoiará uma reforma e trabalhará para reduzir as tensões entre ambos os países", disse Clinton em uma conferência na Cidade do México perante empresários e autoridades da vida política e social do país. Veja também:Obama x McCain Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Ao abordar os conflitos entre as duas nações pelo tema da migração, ele se pronunciou a favor de uma reforma que permita aos mexicanos gozar de uma permissão temporária para trabalhar nos Estados Unidos e enviar o lucro às suas famílias. "Temos que encontrar formas de lutar contra o tráfico de drogas e de colaborar pela prosperidade econômica, na educação e na saúde", sustentou. Clinton falou por cerca de meia hora sobre os problemas do mundo atual e, ao se referir aos EUA, confiou em que o próximo presidente propiciará uma melhoria da economia e das relações do país com o mundo. "(Barack) Obama é um grande político, muito hábil; ganhou de Hillary (Clinton), minha esposa, e assegurou que ela é muito boa; enquanto John McCain é um homem comprometido e muito respeitado; tomara que ganhe Obama, mas (também) gosto de McCain", afirmou. O ex-líder democrata mostrou preocupação com as desigualdades no mundo, lembrou que mais de 130 milhões de crianças não vão à escola e muitas outras assistem, mas não têm bons professores, e pediu para que esse problema seja eliminado. Ao falar sobre o futuro, mostrou alarme com que em 2050 a população crescerá a 9 bilhões de pessoas, segundo estimativas, as quais viverão em um planeta afetado pelo aquecimento global, pelo que pediu um uso racional da energia e cuidados com o meio ambiente.

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