Rahm Emanuel aceita ser chefe de gabinete de Obama

Líder da bancada democrata na Câmara, ele foi assessor da Casa Branca durante gestão de Bill Clinton

Associated Press,

06 de novembro de 2008 | 16h02

O líder da bancada democrata na Câmara dos Representantes, Rahm Emanuel, aceitou nesta quinta-feira, 6, o posto de chefe de gabinete do governo de Barack Obama, anunciaram dirigentes do Partido Democrata. Uma das primeiras medidas do presidente eleito foi oferecer este cargo ao congressista de Illinois, considerado um grande conhecedor do funcionamento interno do Congresso e assessor da Casa Branca durante o mandato de Bill Clinton.   O deputado, que nas eleições legislativas de 2006 coordenou a bem-sucedida campanha democrata na Câmara, é reconhecido por sua firmeza, muito criticada pelos republicanos. Na quinta, ele disse a uma televisão de Chicago que estava honrado com a indicação ao cargo, mas precisava pesar o impacto disso para sua família. "Não é uma escolha profissional. É pessoal, sobre o que minha mulher e eu queremos para nossa família", explicou. "Sei alguma coisa sobre a Casa Branca. Essa é uma das razões pela qual Obama quer que eu sirva."    Veja também: Obama irá detalhar medidas para economia nesta sexta Nomes cotados para o gabinete de Obama Família Obama se adapta à nova vida Especial: Festa por mudança  Veja discurso de Obama no Youtube (Parte 1)  Veja discurso de Obama no Youtube (Parte 2)  Veja o perfil do novo presidente Trajetória de Obama  Guterman: Obama é o resgate do 'espírito americano'  Blog: Brasileiros nos EUA Estadao.com.br na terra dos Obamas Diário de bordo da viagem ao Quênia  Veja a apuração das eleições Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   A indicação é a primeira anunciada pela administração Obama, que começará em 20 de janeiro. O presidente eleito deixa claro que quer definir seu gabinete o mais rápido possível, e espera-se que nos próximos dias sejam anunciados mais nomes.   O primeiro deles pode ser o futuro secretário do Tesouro. Para o cargo, os favoritos são o ex-presidente do Federal Reserve (Fed), Paul Volcker, o secretário do Tesouro durante a gestão Clinton, Larry Summers, e o presidente do Fed de Nova York, Timothy Geithner.    Ainda nesta quinta feira, o presidente George W. Bush revelou que reunirá na próxima semana com seu sucessor para conversar sobre a economia e as guerras iniciadas no Iraque e no Afeganistão. Em um discurso a funcionários da Casa Branca para tratar do processo de transição, Bush pediu trabalho duro para garantir uma transferência de poderes o mais fácil possível.   Uma transição sem incidentes "é uma das marcas da verdadeira democracia", declarou. "Garantir uma transferência de poderes sem incidentes será uma das prioridades no tempo de mandato que me resta", prometeu. Nos 75 dias que faltam até que Obama jure o cargo, "devemos garantir que a nova administração pode entrar em movimento imediatamente", afirmou.   Ao longo das próximas semanas, os funcionários que estão saindo colocarão os membros da equipe de transição do presidente eleito a par das questões pendentes nos diferentes aspectos políticos, revelou. Bush também se reunirá com Obama na semana que vem para discutir as principais questões pendentes, entre elas a grave crise financeira e a cúpula das principais economias que será realizada no dia 15 de novembro em Washington.   Também falarão da segurança nacional, da ameaça terrorista e das guerras iniciadas no Iraque e no Afeganistão, assim como os tratados de livre-comércio pendentes de aprovação com Colômbia, Panamá e Peru. A equipe de transição de Obama informou que o presidente eleito visitará a Casa Branca na próxima segunda.   Na sexta, o presidente eleito deve se reunir com sua equipe econômica. Depois disso, oferecerá uma entrevista coletiva. Será seu primeiro ato público após a vitória nas eleições de terça-feira.  

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