Republicano põe em dúvida indicação de Geithner para Tesouro

Senador acusa nomeado de Obama de não pagar impostos e de ter empregada que trabalhou ilegalmente

da Redação, com Reuters,

13 de janeiro de 2009 | 19h25

O senador republicano Charles Grassley levantou questões que colocaram dúvidas sobre a indicação de Timothy Geithner para a secretaria do Tesouro, informou o jornal The Wall Street Journal nesta terça-feira, 13. No Comitê Financeiro do Senado, ele questionou o nomeado do presidente eleito americano Barack Obama sobre uma empregada que teria trabalhado em sua casa sem documentos de imigração. Além disso, também acusou Geithner de não pagar seus impostos da previdência e saúde.    Veja também: O gabinete do presidente eleito   Em resposta, o futuro secretário do Tesouro disse ao painel do Senado que cometeu um "erro comum" ao não pagar os impostos quando trabalhava para o Fundo Monetário Internacional (FMI) entre 2001 e 2003, informou um oficial do time de transição de Obama.   Segundo a fonte, o erro surgiu de um não comum sistema de pagamento que os funcionários americanos do FMI e outras organizações internacionais devem usar. "Essa não usual folha de pagamento com frequência cria confusão entre os empregados americanos", disse.   Geithner teria percebido o erro em novembro, durante o processo de "checagem" para sua indicação, e imediatamente o corrigiu, acrescentou o oficial. "Todos esses impostos agora têm sido completamente pagos, e não havia nenhuma intenção de Geithner de esquivar-se das taxas", completou.   Sobre a empregada, ela trabalhou para o novo secretário do Tesouro entre 2004 a 2005. De acordo com o oficial ligado à transição democrata, Geithner verificou que sua documentação não tinha problemas quando a contratou, e não sabia que durante os três últimos meses em que trabalhou para ele estava ilegal.   "Apesar disso, ela continuou a viver legalmente nos EUA, porque era casada com um cidadão americano e conseguiu um green card meses depois", concluiu a fonte.

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