Republicanos preparam ação legal contra Barack Obama

Políticos acusam presidente de abuso de autoridade ao implementar lei conhecida como Obamacare

AE, Agência Estado

30 Julho 2014 | 04h21

Os republicanos estão prontos para apoiar uma legislação na Câmara dos Representantes dos EUA que autorizaria uma ação legal contra o presidente Barack Obama. Eles acusam Obama de abuso de autoridade ao implementar uma lei no sistema de saúde que ficou conhecida como Obamacare. A Câmara dos Representantes, de maioria republicana, deve apreciar essa medida nesta quarta-feira.

Os democratas acusam a proposta de não possuir base legal e de custar aos contribuintes milhões de dólares em taxas e outras despesas. Os democratas também acusam o esforço republicano de ter como motivação as eleições para o Congresso, previstas para novembro deste ano. "É absolutamente insano o que vocês todos estão fazendo", protestou o democrata Alcee Hastings.

Os republicanos garantem que há a garantia de um plano de ação legal. A defesa é de que Obama está perigosamente alterando o poder de aplicar novas leis do Congresso para a presidência. A senadora republicana Virginia Foxx declarou que o processo "é para preservar esse país, a separação dos poderes e o Estado de Direito".

A polêmica envolve a reforma do sistema de saúde. Segundo os republicanos, Obama ilegalmente transformou a lei aprovada em 2010 por meio de ações executivas. Já a Casa Branca e os democratas defendem que Obama agiu dentro da lei.

Os republicanos também acusam Obama de abuso de poder em outras questões, incluindo no episódio envolvendo a troca do sargento Bowe Bergdahl. Na ocasião, Obama não notificou o Congresso sobre o procedimento, que resultou na liberação de cinco membros do Taleban detidos na Baía de Guantánamo. A atuação de Obama para evitar unilateralmente a deportação de algumas crianças que ilegalmente imigraram para os EUA também entra na lista de reclamações dos republicanos.

Em janeiro deste ano Obama anunciou que esse seria um ano de ação para implementar suas prioridades. Na ocasião, ele declarou que iria por em prática as prioridades "com ou sem o Congresso". Fonte: Associated Press.

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