Retirada dos soldados no Iraque 'não importa muito', diz McCain

Candidato republicano afirma que o importante são as baixas dos EUA; senador defende continuar a guerra

Associated Press,

11 de junho de 2008 | 14h44

O candidato republicano à Presidência americana John McCain, que apóia a guerra do Iraque dizendo que as condições no país estão melhorando, declarou nesta quarta-feira, 11, que a questão de quando os soldados americanos serão retirados "não é tão importante."  Veja também:McCain e Obama evidenciam diferenças sobre política fiscalPossíveis vice-candidatos para McCainObama x McCain Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  McCain tem sido atacado nos últimos meses durante sua campanha à Casa Branca por ter dito que poderia manter as tropas no Iraque por 100 anos, citando a presença contínua dos soldados americanos na Alemanha, Japão e Coréia do Sul há quase meio século.  O senador por Arizona alega que o aumento das tropas no Iraque - que começou no início do ano passado e agora está sendo revertido - obteve sucesso ao diminuir a violência e as baixas americanas.  Nesta quarta, McCain foi perguntado durante um programa na rede NBC se ele teria uma melhor estimativa de quando os EUA poderão deixar o Iraque. "Não, mas isso não importa muito", disse o senador. "O importante são as baixas no Iraque." Os democratas declararam rapidamente que McCain está fora de sintonia com o eleitorado e necessidades do Exército americano, que é duramente pressionado pelas guerras no Iraque a Afeganistão. Desde que fez o comentário dos "100 anos", McCain disse prever a retirada dos soldados por volta de 2013, mas se recusou a fixar uma data. O candidato democrata Barack Obama defende uma rápida saída do país, focando-se na luta contra as "ameaças terroristas" vindas do Afeganistão e Paquistão, onde acredita-se que Osama bin Laden se esconda. Entre os primeiros democratas que responderam ao comentário do senador estava Harry Reid de Nevada. "O discurso de McCain hoje é um claro indicador de que ele não tem noção das graves conseqüências para a segurança nacional de manter-se neste caminho. Osama bin Laden está conspirando ataques livremente e nossos esforços no Afeganistão são insuficientes." "Precisamos de uma mudança de estratégia inteligente para manter a América segura, não de um compromisso indefinido para manter nossa tropa em uma guerra civil intratável", continuou. Antes das considerações de McCain sobre o Iraque, a economia americana estava dominando a troca de farpas com Obama nos últimos dias, com cada candidato à Casa Branca assumindo as históricas posições de seus partidos. O republicano quer manter o corte de impostos do presidente George W. Bush, enquanto Obama espera mover a carga para os ombros dos ricos e das grandes empresas.

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