Reunião entre McCain e dalai-lama preocupa a China

Pequim reitera sua posição de que tudo que tiver relação com o Tibete é um assunto exclusivamente interno

Reuters,

28 de julho de 2008 | 04h06

A China manifestou nesta segunda-feira, 28, "profunda preocupação" com o encontro ocorrido na semana passada entre o candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, e o líder espiritual tibetano dalai-lama. O regime comunista chinês, que domina o Tibete desde 1950, acusa o líder exilado de ser um separatista. O líder budista, já agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, vive na Índia desde 1959.   Veja também: Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    McCain recebeu o dalai-lama na sexta-feira no Colorado e pediu a Pequim que melhore a situação dos direitos humanos e liberte presos tibetanos. A chancelaria chinesa reiterou sua posição de que tudo que tiver relação com o Tibete é um assunto exclusivamente interno.   "O lado chinês manifesta profunda preocupação com o supracitado relato", disse o porta-voz Liu Jianchao em nota alusiva ao encontro entre McCain e dalai-lama. "Somos contra o envolvimento do dalai em atividades separatistas em qualquer país, sob qualquer pretexto, e somos contra que alguém use a questão do Dalai para interferir nos assuntos internos chineses. Esta posição é consistente e clara", acrescentou.   Embora representantes da China e do dalai-lama já tenham se encontrado duas vezes desde os distúrbios ocorridos em março no Tibete, o governo continua acusando-o de apoiar a violência, sabotar a Olimpíada de agosto e buscar a independência da sua região. O dalai-lama nega as acusações, diz ser favorável à realização dos Jogos Olímpicos em Pequim e afirma trabalhar por mais autonomia pelo Tibete, mas não pela independência.   No ano passado, o governo chinês cancelou vários encontros de primeiro escalão com autoridades alemãs depois que a chanceler Angela Merkel se tornou o primeiro chefe de governo alemão a receber o dalai-lama.   Matéria atualizada às 10h10.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.