Reunião republicana ratifica crescimento de Palin no partido

Candidata derrotada à vice-presidência diz que legenda deve 'focar futuro'; ela não descarta concorrer em 2012

Efe,

13 de novembro de 2008 | 21h16

A ex-candidata a vice-presidente dos Estados Unidos Sarah Palin afirmou nesta quinta-feira, 13, em Miami, cercada por 17 governadores do Partido Republicano, que "perder as eleições não significa" que a legenda tenha cindido. "Perder as eleições não significa que perdemos o nosso caminho", destacou a governadora do Alasca na reunião anual da Associação de Governadores Republicanos (RGA, na sigla em inglês), um encontro marcado pelo revés sofrido nas eleições de 4 de novembro.  Sarah Palin, sem dúvida o principal nome da reunião, apesar de ela ter tentado minimizar a importância de sua participação, estabeleceu as linhas gerais da estratégia dos republicanos ao assegurar que os governadores de seu partido estão "focados no futuro" e em defender os "valores" americanos. "Não perderemos a oportunidade de servir" o nosso povo impulsionando medidas que promovam a "igualdade de oportunidades para todos e a defesa dos mais vulneráveis", destacou Palin antes de começar a conferência chamada "Olhando para o futuro: o Partido Republicano em transição." Veja também:Palin não descarta ser candidata à Presidência em 2012Bush ofuscou candidatura de McCain, diz cientista políticoPrincipais desafios de ObamaNomes cotados para o gabinete de ObamaQuem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA Antes, em breve coletiva de imprensa, Palin frisou que "o passado é o passado" e que os governadores "com experiência e qualidades de liderança" estavam desde agora "focados no futuro". Perguntada por que está dando tantas entrevistas, algo que não fez na disputa presidencial, respondeu que a "campanha já acabou". A republicana preferiu sintetizar sua mensagem na idéia de que os governadores republicanos formam uma "equipe única que pode oferecer soluções aos desafios que os EUA têm pela frente." Os governadores republicanos debateram o futuro de seu partido e as estratégias adequadas para enfrentar os próximos desafios, após o duro revés eleitoral. Palin expôs as prioridades do partido. Entre elas, destacou "fomentar reformas éticas para eliminar a corrupção" e articular medidas relativas a"impostos, seguro de saúde, energia, imigração e educação." A governadora do Alasca brincou sobre certas experiências vividas nesta campanha, como "ter um bebê, viajar um pouco, ampliar brevemente seu guarda-roupa e conhecer gente famosa. Ela lembrou que a principal "responsabilidade" de um governante é "proteger e defender o país", e destacou que George W. Bush "teve sucesso", um comentário que foi recebido com aplausos. Momento democrata Palin elogiou o papel e a vitória eleitoral do presidente eleito, o democrata Barack Obama, e explicou sem ressentimentos que não era o "momento" dos republicanos. Para aqueles que questionam se a ex-candidata à Presidência tentará nas eleições de 2012, Palin deixou claro que o essencial agora não é esse objetivo, "mas o próximo ano e os próximos orçamentos." O governador do Texas, o republicano Rick Perry, descreveu Palin como uma pessoa que "inspirou a nação com seu otimismo, sua maneira franca de falar" e sua determinação para assumir os "fundamentos conservadores do partido". "Ela nos representa", disse. Os governadores presentes na reunião deram apoio à idéia da ex-candidata que diz que o importante é "resolver" os problemas e não ser um "partido negativo". Tim Pawlenty, governador de Minnesota, expressou a necessidade de voltar aos "valores e princípios" do partido. O governador se referiu à "grande tradição do Partido Republicano", que segundo ele nasce com o presidente americano Abraham Lincoln, que "defende" o país e seus "valores tradicionais" para todas as comunidades americanas. Embora os participantes da reunião tenham evitado o tempo todo falar de crise, se mostraram de acordo em que é necessário "voltar aos princípios e estarem dispostos a reconhecer a transição e a brigar." O governador da Carolina do Sul, Mark Sanford, destacou a necessidade de "voltar a fortalecer o partido", enquanto o da Flórida, Charlie Crist, anfitrião do evento, disse que o partido deveria aspirar "incluir todos" os cidadãos.

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