Robert Gates se encontra com equipe de transição de Obama

Cotado para continuar no cargo, secretário de Defesa irá se reunir com assessores que examinam Pentágono

Agências internacionais,

20 de novembro de 2008 | 15h17

O secretário de Defesa do governo Bush, Robert Gates, se encontrará nesta quinta-feira, 20, com a equipe do presidente dos EUA eleito, Barack Obama, segundo aponta o site do jornal Washington Post. Cotado para permanecer no cargo na futura administração democrata, Gates se reúne com os assessores de Obama John White e Michele Flournoy - designados para acompanhar a situação do Departamento - de acordo com informações de um porta-voz do Pentágono. Veja também:Clinton aceita condições para cargo de HillaryObama deve pôr mulher à frente da Segurança NacionalO gabinete de Barack ObamaPrincipais desafios de Obama Quem são os eleitores de Obama   Guterman: Obama vai mudar tudo? Pense de novo Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA A equipe de Obama teria começado os trabalhos de acompanhamento do Pentágono na segunda-feira (17). O presidente eleito poderia manter o atual secretário de Defesa do governo Bush, nome bastante elogiado por republicanos e democratas para ampliar a cooperação entre os dois partidos, precisando para isso de nomes fortes da oposição no primeiro escalão. "Estamos totalmente comprometidos em assegurar a transição da liderança deste departamento de modo mais tranqüilo possível. As tropas nos frontes do Iraque e do Afeganistão merecem isso e a segurança da nossa nação também necessita", afirmou o secretário de imprensa do Pentágono Geoff Morrell. Depois de escolher ex-líder democrata no Senado Tom Daschle para ser seu secretário de Saúde e Serviços Humanos, Obama pode indicar a governadora do Arizona Janet Napolitano para o Departamento de Segurança Nacional, segundo apontaram fontes do Partido Democrata. Vários meios de comunicação afirmaram nesta quinta-feira que a empresária Penny Pritzker, de Chicago, era a favorita para ser a próxima secretária de Comércio dos Estados Unidos. Amiga de longa data de Obama, Penny foi uma das responsáveis pela estratégia de recordes de arrecadação de campanha do democrata. Ela é uma das três primas da família fundadora da rede de hotéis Hyatt responsáveis pela administração do grupo. Uma das fontes ouvidas pela CNN acredita que a decisão final sobre Janet depende das investigações sobre a governadora, assim como a escolha de Eric Holder para procurador-geral (secretário de Justiça). Holder auxiliou o então candidato democrata a selecionar seu companheiro de chapa, Joe Biden. Segundo uma pessoa próxima ao processo de seleção, Obama já ofereceu "informalmente" o posto a Holder. Ele teria aceitado, segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato. O nome de Holder ganhou força quando o posto de diretor de orçamento da Casa Branca foi oferecido a Peter Orszag, que dirige o escritório de orçamento do Congresso. Orszag aceitou a função, segundo dois funcionários democratas. "Peter é um cara brilhante", elogiou ex-diretor da agência de prestação de contas do governo. Hillary Clinton De acordo com membros da equipe de transição, o ex-presidente Bill Clinton está fazendo de tudo para que sua mulher, Hillary, assuma o cargo de secretária de Estado. Eles confirmaram que Clinton permitiu que fossem avaliados os negócios e atividades filantrópicas de sua fundação para afastar um eventual conflito de interesse caso ela realmente assuma o principal cargo da diplomacia americana. "Ele está ajudando, sem dúvida", afirmou um democrata ligado ao processo de seleção.  O ex-presidente ganhou uma fortuna após deixar a presidência, em 2001, e teria um patrimônio calculado em cerca de US$ 100 milhões, grande parte graças à venda de livros e à realização de palestras que custam cerca de US$ 400 mil cada uma. De acordo com amigos, Clinton estaria disposto a submeter sua agenda de palestras a uma espécie de comitê de ética da Casa Branca. Segundo assessores de Hillary, porém, a senadora ainda está analisando a proposta. Ao aceitar ser secretária de Estado, ela teria de abandonar o Senado, que seria a plataforma ideal para lançar sua candidatura à presidência, em 2012, caso o governo de Obama naufrague por causa da crise. Assim, para alguns analistas, ela teria uma desculpa pronta para recusar o posto caso a equipe de Obama encontre algum problema nas contas de Clinton.

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