Ron Paul encerra campanha presidencial sem apoiar McCain

Grupo de 14 congressistas republicanos se recusam a apoiar McCain como candidato do partido à Presidência

Associated Press e Efe,

13 de junho de 2008 | 09h11

O pré-candidato presidencial republicano Ron Paul disse na quinta-feira, 12, que encerrou sua campanha pela Casa Branca, mas seguirá divulgando sua mensagem ao trabalhar para ajudar os republicanos liberais a chegar aos cargos públicos do país. Simpatizantes do político eram favoráveis que Paul fosse o orador da convenção do partido, em setembro, mas ele se nega a respaldar John McCain por desacordos sobre a Guerra do Iraque.   Veja também: Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    O anúncio é uma formalidade. O congressista de 72 anos ganhou poucos delegados durante as primárias, porém arrecadou grandes somas de dinheiro para sua campanha na internet e aumentou sua popularidade entre as bases do partido.   "A campanha mudará de velocidade. Se acelerará. Será muito maior", disse Paul à Associated Press em uma entrevista antes do ato de campanha em que anunciou o fim da candidatura. "Para mim, é uma mudança técnica". Ele afirmou ainda que sua mensagem política não mudará e que ele continuará advogando pela liberdade e a constituição política, assim como tem feito desde que concorreu pela primeira vez ao cargo no Congresso representando o Texas.   Segundo o porta-voz de Paul, Jesse Benton, o ex-pré-candidato começará uma "campanha pela liberdade". O valor arrecadado durante a campanha presidencial, US$ 4,7 milhões, poderá ser usado para a nova meta, afirmou Benton, descrevendo-a como uma "campanha permanente". "Vamos trabalhar com bases populares", "as pessoas realmente estão dispostas a continuar e aumentar os esforços". Paul é contra a Guerra do Iraque, e sua campanha presidencial atraiu o apoio de independentes e democratas.   Recusa de apoio   Pelo menos 14 congressistas republicanos rejeitaram apoiar a candidatura de John McCain e mais de dez não sabem se respaldarão o senador pelo estado do Arizona em sua corrida presidencial, informou o jornal legislativo The Hill. Alguns dos membros mais conservadores do partido republicano não quiseram explicar suas razões para não revelar se darão seu apoio ou não a McCain.   Um deles é o congressista do Colorado Tom Tancredo, defensor da causa contra a imigração ilegal nos Estados Unidos. Entre os membros do partido Republicano que não apóiam McCain estão os senadores Chuck Hagel (Nebraska) e Jeff Sessions (Alabama).   Além deles, também não apóiam o candidato republicano os representante Walter Jones, John Peterson, John Doolittle (Califórnia), Randy Forbes (Virgínia), Wayne Gilchrest (Maryland), Virgil Goode++ (Virgínia), Tim Murphy (Pensilvânia), Ted Poe (Texas), Todd Tiahrt (Kansas), Dave Weldon (Flórida) e Frank Wolf (Virgínia do Norte).   A eles se une o congressista do Texas, Ron Paul, que concorreu com McCain pela candidatura republicana, e que anunciou que realizará uma convenção paralela a que será realizada pelo partido no início de setembro.   Em sua corrida rumo à Presidência, McCain teve diferenças com alguns membros da Câmara de Representantes e do Senado em assuntos como imigração, sistema sanitário, impostos e energia, entre outros.

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