Sabatina de Geithner no Senado pode ser adiada para dia 21

Secretário do Tesouro deixou de pagar impostos por três anos; equipe afirma que ele cometeu 'erro honesto'

Agências internacionais,

14 de janeiro de 2009 | 15h30

Uma audiência do Comitê de Finanças do Senado para considerar a nomeação de Timothy Geithner para secretário do Tesouro provavelmente será adiada até 21 de janeiro. O presidente do Comitê de Finanças do Senado, o democrata Max Baucus, tentava marcar a audiência para esta sexta-feira, mas o senador republicano Jon Kyl se opôs porque as regras do comitê diz que os membros devem ser notificado das audiências com uma semana de antecedência Nesta terça-feira surgiram resistências à confirmação de Geithner, quando ele teve de explicar em uma sessão fechada porque deixou de pagar US$ 34.203 em impostos de seguridade social e do Medicare dentro dos prazos por três anos. Contudo, Geitner mantém o apoio de Baucus e do líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid. Geithner pagou os impostos devidos quando o comitê começou a levantar seu histórico para o processo de confirmação de sua indicação. A equipe de transição do presidente eleito Barack Obama defendeu Geithner, dizendo que se tratou "enganos honestos".   Geithner, ex-presidente do Fed de Nova York, não pagou parte dos impostos para a seguridade social e o seguro médico, cerca de US$ 34 mil, durante ao menos três anos, período que coincide com os seus trabalhos em Washington para o Fundo Monetário Internacional (FMI), entre 2001 e 2003, em que estava registrado como trabalhador autônomo. Ele terá de dar explicações ainda por não ter apresentado os papéis de imigração de uma antiga empregada.   Sobre a empregada, ela trabalhou para o novo secretário do Tesouro entre 2004 a 2005. De acordo com o oficial ligado à transição democrata, Geithner verificou que sua documentação não tinha problemas quando a contratou, e não sabia que durante os três últimos meses em que trabalhou para ele estava ilegal.

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