Saída do Iraque em 16 meses está sendo 'estudada', diz Gates

Promessa eleitoral de Barack Obama para o fim do conflito é 'uma das opções', afirma secretário da Defesa

Agências internacionais,

22 de janeiro de 2009 | 17h33

O plano do presidente americano, Barack Obama, para uma rápida saída do Iraque em 16 meses é uma das opções que estão sendo estudadas pelo Pentágono para o fim do conflito no país árabe, afirmou o secretário da Defesa Robert Gates nesta quinta-feira, 22. Em entrevista coletiva, Gates disse ainda que várias opções estão sendo analisadas e a promessa de campanha de Obama é uma delas.

 

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Na quarta-feira, o novo presidente disse a líderes militares que façam arranjos adicionais para a retirada das tropas americanas do Iraque. Antes do estouro da crise econômica, a guerra era a maior preocupação dos eleitores. "Durante a conversa, pedi à liderança militar que faça todos os planos adicionais necessários para fazer uma retirada responsável", disse Obama.

 

Nesta quinta, o novo presidente visitou o Departamento de Estado, para se encontrar com a nova chefe do departamento, Hillary Clinton, e seus principais conselheiros de segurança nacional.

 

Em seu discurso de posse na terça-feira, Obama já tinha anunciado que durante seu mandato daria início a uma saída "responsável" do Iraque, assim como uma solução para o conflito no Afeganistão. A Casa Branca também congelou as medidas aprovadas no fim do mandato do ex-presidente George W. Bush.

 

Irã

 

As agências americanas de inteligência devem buscar a colaboração dos líderes muçulmanos e de países como o Irã em questões de interesse mútuo, disse nesta quinta-feira ao Senado o indicado por Obama para o cargo de diretor de inteligência nacional.

 

Em audiência de confirmação pelos senadores, o almirante da reserva Dennis Blair também defendeu um rompimento com as políticas do governo Bush a respeito do tratamento dispensado a suspeitos de terrorismo.

 

"Enquanto os Estados Unidos devem caçar esses terroristas que buscam nos fazer mal, a comunidade de inteligência também precisa apoiar as autoridades que estão buscando oportunidades de envolver e colaborar com influentes líderes islâmicos que acreditam e estão trabalhando por um futuro progressista e pacífico para a sua religião e os seus países", disse Blair.

 

Sobre o Irã, ele declarou: "Enquanto as autoridades precisam entender os líderes, as políticas e as ações antiamericanas do Irã, a comunidade de inteligência também pode ajudar as autoridades a identificar e entender outros líderes e forças políticas, para que seja possível trabalhar por um futuro para ambos os nossos interesses."

 

O governo Bush tentou isolar o Irã por causa do seu programa nuclear e do suposto apoio ao terrorismo, embora tenha mantido contatos limitados. O ex-presidente também atraiu o ódio de muitos muçulmanos por causa da guerra no Iraque e dos abusos dos EUA contra suspeitos de terrorismo. Obama defende uma negociação com o Irã, e no seu discurso de posse prometeu melhorar as relações com o mundo islâmico.

 

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