Sarah Palin diz que Hugo Chávez é um 'ditador'

Candidata à vice-presidência afirma que sanções podem ser uma opção para conter o líder venezuelano

Efe,

22 de outubro de 2008 | 03h20

A candidata republicana à Vice-Presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, disse nesta terça-feira, 21, que o chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, é um "ditador" e que a imposição de sanções a seu país poderia ser uma opção para contê-lo. Veja tambémConfira os números das pesquisas nos Estados Obama x McCain Entenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA "Estava em Wisconsin quando a senhora chamou Hugo Chávez de ditador", mencionou o jornalista Jorge Ramos, do canal Univision, o primeiro veículo de língua espanhola a entrevistar Palin. "Sim", disse Palin, confirmando que realmente se referiu a Chávez como um déspota. A companheira de chapa do candidato republicano à Casa Branca, John McCain, se mostrou contrária a uma intervenção militar contra Chávez. "A ação militar tem sempre que ser a última opção, em qualquer dos problemas e desafios que temos ao redor do mundo", afirmou Palin, que acrescentou que tanto ela como McCain odeiam guerras e amam a paz. "Queremos, através das negociações, e das sanções, se necessárias, pressionar ditadores como Hugo Chávez, para que vejam que não podem dirigir-se aos Estados Unidos da forma como querem", acrescentou. A também governadora do Alasca acrescentou que o presidente venezuelano quer usar o petróleo como "uma arma" e destacou que isso ressalta a importância de os EUA alcançarem sua "independência energética", para serem "menos e menos dependentes de alguém como Hugo Chávez". Seguindo a retórica de McCain, a governadora defendeu o reforço da segurança nas fronteiras americanas em um programa integral que buscaria, em uma segunda etapa, dar uma solução para os cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais que vivem no país. Por outro lado, Palin se mostrou contrária a permitir que os imigrantes ilegais obtenham licenças para dirigir. Além disso, defendeu a continuidade das batidas contra estrangeiros em situação irregular, embora tenha dito que estas deveriam ser estudadas "caso a caso".

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