Sarah Palin diz que republicanos apoiarão Obama pelo país

Vice de John McCain afirma que seu partido transformou derrota para democratas em 'algo positivo'

Efe,

05 de novembro de 2008 | 21h13

A derrotada candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, afirmou que seu partido apoiará o presidente eleito, o democrata Barack Obama, para, juntas, as duas legendas "fazerem o país progredir". Em declarações à emissora espanhola La Sexta, Palin disse que o partido republicano "transformou em algo positivo" a derrota sofrida na terça-feira, 4, nas eleições americanas.   Além disso, a também governadora do Alasca afirmou que os republicanos permanecem unidos e "dispostos a trabalhar juntos". "Sinto-me muito bem. O resultado não é o que esperávamos, também não foi o que desejávamos. Mas temos consciência de que o povo americano falou", declarou. Sobre a possibilidade de se tornar a sucessora de John McCain àfrente das fileiras republicanas, Palin disse que esses rumores não fazem sentido algum.   Veja também: Derrota eleitoral deixa vácuo entre republicanos Bush ofuscou candidatura de McCain, diz cientista político Afastando-se de Bush, McCain apostou em ataques pesados Campanha de Obama fez história Especial: Festa por mudança  Trajetória de Obama  Guterman: Obama é o resgate do 'espírito americano'  Blog: Brasileiros nos EUA Estadao.com.br na terra dos Obamas Diário de bordo da viagem ao Quênia  Veja a apuração das eleições Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   "Estou desejando trabalhar em tempo integral no Governo do Alasca para sermos auto-suficientes em energia, contribuir mais com os Estados Unidos e ajudar o mundo a ser um lugar melhor", disse. "Esta é minha meta por enquanto, até que o povo do Alasca decida que é hora o governo mudar", acrescentou.   Apesar da derrota da equipe republicana nas eleições presidenciais dos EUA, Palin, que era totalmente desconhecida até ser convidada para integrar a chapa de McCain, tem diante de si as bases para brilhante carreira política.   Embora os analistas atribuam a ela parte da responsabilidade pela derrota republicana, também reconhecem que a candidata conseguiu aglutinar em torno dela a base do partido, composto por nada menos que 25% dos eleitores americanos. Devido a esse apoio, já começaram os rumores sobre sua possível candidatura à Presidência em 2012.  

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