Sarah Palin é condenada em caso de abuso de poder

Vice do candidato republicano à Casa Branca John McCain é acusada de demitir servidor por questões pessoais

Agências internacionais,

10 de outubro de 2008 | 21h47

Os legisladores do Alasca consideraram culpada a candidata republicana à vice-presidência, Sarah Palin, em um caso de abuso de poder durante seu mandato como governadora do Estado, informou uma comissão de segurança pública estadual nesta sexta-feira, 10. Ela é acusada de demitir o servidor Walter Monegan porque ele se recusou a dispensar o policial Mike Wooton, que se divorciou da irmã de Sarah. O divórcio envolveu uma disputa judicial sobre a custódia de um filho do casal.   Veja também: Madonna veta Sarah Palin em show Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   A investigação declarou Sarah culpada por violar as regras éticas do Estado para autoridades públicas. O resultado aparece como um pequeno golpe para a campanha republicana, mas não terá mais implicações para Sarah.   Em campanha em Ohio na quinta-feira, a vice republicana disse que não tinha nada a esconder. "É de responsabilidade do governador assegurar que ele tenha pessoas certas no lugar certo e na hora certa para melhor servir as pessoas. Meu gabinete tinha que ser o gabinete certo para o povo do Alasca", se defendeu Sarah, segundo o jornal The New York Times.   Legisladores do Alasca reuniram-se a portas fechadas na sexta-feira para discutir o assunto. Os onze membros do Conselho Legislativo do Alasca, sendo sete republicanos e quatro democratas, analisaram as informações contidas no relatório elaborado por Steve Branchflower, um procurador aposentado contratado pelos legisladores para conduzir o inquérito.    Depois que Sarah Palin foi selecionada para compor a chapa republicana com John McCain pela Casa Branca, o escândalo do Alasca conhecido como "Troopergate" ganhou interesse nacional.    A campanha republicana disse que a investigação se tratava de um esforço liderado por partidários da campanha do democrata Barack Obama e afirmou que o comissário foi demitido por causa de seu fraco desempenho no cargo.   A investigação começou antes de Sarah ter sido escolhida por McCain como companheira de chapa. A Assembléia Legislativa do Estado do Alasca contratou um ex-promotor para investigar o caso.   Entre as testemunhas no inquérito estavam vários funcionários ligados ao escritório da governadora, assim como o marido dela, Todd, mas não a própria governadora. Sarah e Todd dizem que Mike Wooton ameaçou integrantes da família Palin.   Todd Palin admitiu ter se manifestado a respeito do que chamou de "injustiça que um policial violento mantendo seu distintivo representava", mas afirmou que o assunto foi abandonado a pedido de Sarah.  

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