Sarah Palin não vai cooperar com inquérito de abuso de poder

Campanha republicana diz que processo de ética ganhou caráter partidário para prejudicar a vice de McCain

Agências internacionais,

16 de setembro de 2008 | 09h51

A candidata a vice-presidente republicana, Sarah Palin, não pretende cooperar com o inquérito sobre abuso de poder, segundo afirmou um porta-voz de sua campanha, Ed O'Callaghan. A governadora do Alasca está sendo investigada por ter usado seu cargo para tentar demitir o ex-marido de sua irmã, um policial rodoviário. Segundo o porta-voz, o processo se tornou partidário, e políticos democratas tentam manchar a imagem de Palin.   Veja também: Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA    Palin é conhecida por ser dura contra a corrupção, tendo liderado uma investigação a conduta ética de políticos republicanos enquanto trabalhava na Comissão de Conservação do Petróleo e Gás do Alasca, em 2003. Entretanto, ela está atualmente sob investigação de parlamentares do Alasca por causa da demissão de um comissário de segurança do Estado. Ela é acusada de tê-lo afastado por ele não ter demitido um policial envolvido em um divórcio com sua irmã. Advogados de Palin e do governo estadual recentemente contestaram a legalidade da investigação.   A porta-voz do Partido Democrata no Alasca rejeitou as acusações de que o inquérito está sendo politicamente motivado e afirmou que os rivais estão fazendo o possível para evitar a investigação. O porta-voz republicano disse que não sabe se o marido de Palin, Todd, chamado para depor pelos parlamentares do Estado. Steve Branchflower, ex-promotor contratado pela Assembléia para investigar a demissão do ex-cunhado da governadora, disse que não seria necessário intimar a própria governadora, pois estava confiante de que ela compareceria espontaneamente para prestar esclarecimentos.   Desde que McCain transformou a quase desconhecida Palin em sua companheira de chapa, a governadora do Alasca viu-se tragada por uma tempestade de notícias envolvendo a gravidez de sua filha adolescente solteira, uma investigação sobre a participação dela na demissão de uma autoridade do Alasca e dúvidas sobre seu passado no mundo da política. Também foi divulgado que seu marido, Todd, foi preso por dirigir bêbado, há 20 anos.   A revelação mais grave foi a de que Sarah teria apoiado o projeto de lei da "Ponte para o Nada", uma das principais bandeiras do senador McCain contra o desperdício de dinheiro público. Antes de opor-se publicamente ao projeto, ela apoiou o pedido de US$ 223 milhões para a ponte entre as cidades de Ketchikan e Ilha Gravina, no Alasca. Sarah também contratou lobistas para assegurar a liberação de verbas federais - no valor de US$ 27 milhões - para a cidade de Wasilla, onde ela era prefeita. Acabar com leis que dão verbas para projetos locais, muitas vezes desnecessários, é um dos principais motes da campanha de McCain.  

Tudo o que sabemos sobre:
eleições nos EUASarah Palin

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.