Schwarzenegger deve anunciar seu apoio a John McCain

Ex-astro de Hollywood decide após Rudy Giuliani desistir de concorrer à candidatura republicana

Associated Press e Efe,

31 de janeiro de 2008 | 01h50

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, apoiará a campanha do republicano John McCain para a Presidência dos Estados Unidos, disseram assessores do candidato na quarta-feira, 29. Republicano moderado, o ex-astro de Hollywood deve formalizar o apoio quando os dois aparecerem juntos durante um evento em Los Angeles, nesta quinta.  Veja também:Giuliani deixa disputa e anuncia apoio a McCainDemocrata Edwards desiste de campanhaMcCain vence na FlóridaHillary vence primária democrata na FlóridaCobertura completa das eleições nos EUAEspecial eleições americanas O endosso do governador poderá dar a McCain, favorito para a nomeação do partido, um importante impulso na Califórnia. Na próxima semana, o Estado, junto com outros 20, realizará prévias presidenciais na chamada "superterça". De acordo com o jornal Los Angeles Times, Schwarzenegger decidiu apoiar McCain depois que o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani desistiu da disputa pela Casa Branca. "Ele é amigo dos dois (Giuliani e McCain) e achava que ambos eram fortes candidatos", disse ao jornal uma fonte próxima ao governador. "A saída de Giuliani abriu caminho para a decisão do governador." As mais recentes pesquisas entre prováveis eleitores da Califórnia mostram McCain à frente de seu principal rival na disputa, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. O voto nos EUA é facultativo. O apoio de Schwarzenegger é mais uma derrota para Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts que viu a Florida escorregar de suas mãos na terça-feira, após McCain conquista o apoio de dois importantes republicanos, o governador Charlie Crist e a senadora Mel Martinez. "Schwarzenegger é um excepcional governador e nós estamos honrados que ele tenha decidido endossar a candidatura do senador McCain", disse Steve Schmidt, um graduado conselheiro de McCain que gerenciou a campanha de Schwarzenegger em 2006. Debate republicano Mitt Romney disse na quarta-feira que John McCain está fora da tendência conservadora do Partido Republicano. Romney, ex-governador de Massachusetts, disse que McCain votou duas vezes contra o corte de impostos sugerido pelo presidente President George W. Bush e foi favorável a reformas de financiamento de restringiam a arrecadação e os gastos de campanha, enquanto a cúpula do partido aprovou a questãoTributária. "Essas visões são contrárias à opinião do pensamento da cúpula republicana", disse Romney na abertura do debate entre os dois pré-candidatos na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan.  McCain, senador pelo Arizona, respondeu: "Eu tenho orgulho de meu passado conservador". Ele afirmou que Romney deixou Massachusetts com impostos mais altos do que no início de seu mandato e com déficit maior. "A criação de empregos no governo dele foi a terceira pior do país".  Desistências O republicano Rudy Giuliani e o democrata John Edwards abandonaram suas candidaturas à Presidência dos Estados Unidos, reduzindo a campanha eleitoral para dois nomes principais em cada um dos partidos antes de vários Estados realizarem primárias na terça-feira da semana que vem. Giuliani, que já foi o favorito para a indicação do Partido Republicano às eleições presidenciais de novembro, viajou para a Califórnia depois de terminar as primárias da Flórida num distante terceiro lugar para anunciar seu apoio ao senador John McCain na apertada disputa com o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. "Hoje anuncio oficialmente minha retirada como candidato a presidente dos Estados Unidos", disse Giuliani na biblioteca presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia, antes de um debate entre os pré-candidatos republicanos à Presidência. "John McCain é o candidato mais qualificado para ser o próximo comandante-em-chefe dos Estados Unidos", acrescentou.  McCain, que estava ao lado de Giuliani durante o anúncio da desistência do ex-prefeito de Nova York, lembrou a atuação do agora aliado após os ataques de 11 de setembro de 2001 e afirmou que ele será seu "forte braço direito" na campanha pela indicação republicana. Já a retirada de Edwards da disputa, por sua vez, significa que o Partido Democrata passará por um processo histórico de escolha de seu candidato à Casa Branca. Isso porque, independentemente de o vencedor da indicação democrata ser o senador por Illinois Barack Obama ou a senadora por Nova York e ex-primeira-dama Hillary Clinton, será a primeira vez que um negro ou uma mulher é indicado para a disputa presidencial por um dois grandes partidos dos Estados Unidos. Edwards viajou para Nova Orleans, onde lançou sua campanha há mais de um ano, para fazer o surpreendente anúncio de sua retirada da disputa. Ele havia prometido na semana passada permanecer na briga ao menos até a próxima terça-feira, quando quase metade dos Estados norte-americanos escolherá seus candidatos. "É hora de eu ficar de lado para que a história possa correr seu caminho", disse o ex-senador num bairro de Nova Orleans que foi devastado em 2005 pelo furacão Katrina. "Não sabemos quem dará os passos finais até o (número) 1.600 da avenida Pennsylvania (endereço da Casa Branca), mas o que sabemos é que o nosso Partido Democrata fará história, e com nossas convicções e um pouco de determinação recuperaremos a Casa Branca em novembro", disse Edwards, que em princípio não manifestou apoio a nenhum dos ex-rivais. Tanto Obama quanto Hillary já começaram a assumir o discurso de combate à pobreza, de Edwards. Obama também passou a se apresentar como o candidato que tem mais chances de bater McCain, que se tornou o favorito entre os republicanos ao vencer a primária de terça-feira na Flórida. "Precisamos oferecer ao povo norte-americano um claro contraste a respeito da segurança nacional, e quando eu for o indicado do Partido Democrata é exatamente isso que eu farei", disse o senador a uma platéia de 18 mil pessoas em Denver. Ele lembrou que Hillary e McCain votaram no Senado a favor da guerra do Iraque. Obama não era senador naquela época. Já pelo lado republicano, a saída de Giuliani aponta para uma dura disputa entre McCain e Romney. O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee continua formalmente na disputa, mas sua campanha está sem dinheiro e ele só conseguiu realmente se firmar entre cristãos conservadores. Giuliani fez pouca campanha nos primeiros Estados da disputa e, numa decisão estratégica que se revelou ruim, investiu suas fichas na Flórida, o quarto Estado mais populoso dos EUA, onde vivem muitos aposentados de Nova York e arredores. Conseguiu apenas o terceiro lugar ali, um pouco acima de Huckabee. Hillary venceu a primária democrata na Flórida, mas o resultado não influirá na convenção nacional por causa de uma disputa entre os diretórios nacional e estadual.

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