Se eleito, Obama diz que segurança de Israel será prioridade

Candidato afirma que Estado judeu é 'milagre' que precisa de ajuda; democrata se encontra com líder palestino

Associated Press e Reuters,

23 de julho de 2008 | 10h21

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira, 23, que se for eleito presidente em novembro, conservará os laços íntimos entre o seu país e Israel, e que a segurança do Estado judeu será uma prioridade em sua administração. O senador ainda se encontrou com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e segundo assessores palestinos teria prometido empenho no processo de paz.   Veja também: Obama defende solução política para o Iraque Campanha de McCain diz que mídia 'ama' Obama Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Em encontro com o presidente de Israel, Shimon Peres, Obama disse que Israel é "um milagre que floresceu" desde sua criação, há 60 anos. Mais tarde, usando um solidéu, ele depositou flores brancas no memorial do Holocausto Yad Vashem. "Estou aqui nesta viagem para reafirmar a relação especial entre Israel e os EUA, ao manter o compromisso com sua segurança, e a minha esperança de que eu possa servir como um parceiro efetivo, seja como senador ou presidente, para trazer uma paz mais duradoura à região", afirmou.   O candidato está em um giro pelo Oriente Médio e pela Europa, financiado por sua campanha, para tranqüilizar os eleitores céticos sobre sua habilidade na política internacional. Além disso, muitas pessoas em Israel estão preocupadas de que Obama, um senador federal em primeiro mandato e com pouca experiência política -, pressione excessivamente o governo israelense por negociações com os palestinos.   Obama também esteve com o ministro da Defesa, Ehud Barak, e com o líder oposicionista Benjamin Netanyahu. Mais tarde, ainda iria se reunir com a chanceler Tzipi Livni e com o primeiro-ministro Ehud Olmert. O democrata também foi a Ramallah, na Cisjordânia, onde passou uma hora com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e com seu primeiro-ministro, Salam Fayyad. Para não desagradar o eleitorado judeu dos EUA, ele evitou dar muito destaque ao fato e não fez declarações posteriores - assessores disseram que ele iria divulgar mais tarde uma nota a respeito.   Territórios palestinos   Segundo um destacado assessor do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, Obama prometeu a dirigentes palestinos que se engajará rapidamente no conflito no Oriente Médio caso seja eleito Depois do encontro do candidato com Abbas, Erekat disse a jornalistas que Obama deseja engajar-se sem tardar na busca por uma solução para o conflito caso vença as eleições presidenciais americanas. "Obama confirmou ao presidente Abbas que será um parceiro construtivo no processo de paz", comentou Erekat. Ainda de acordo com ele, Obama disse a Abbas que "não perderá um minuto" se for eleito.   Centenas de policiais palestinos, armados com rifles automáticos, patrulhavam as ruas de Ramallah quando a comitiva de Obama chegou. No caminho desde Jerusalém, o candidato passou pelo muro que separa a Cisjordânia de Israel e também por assentamentos judaicos, dois itens espinhosos no processo de paz da região.   Em junho, Obama desagradou os palestinos ao dizer, num evento judaico, que Jerusalém deveria ser a capital "não-dividida" de Israel. Os palestinos reivindicam como capital de seu futuro Estado a parte oriental de Jerusalém, que foi anexada por Israel sem reconhecimento internacional. Israel diz que Jerusalém é sua capital "eterna e indivisível". Posteriormente, Obama disse que se expressou mal em seus comentários.

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