Se eu fosse Bush, demitiria presidente do SEC, diz McCain

Para candidato republicano, chefe da Comissão de Valores Mobiliários 'traiu a confiança do público'

Agência Estado,

18 de setembro de 2008 | 16h50

O candidato republicano à Presidência americana, John McCain, disse nesta quinta-feira, 18, que o presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), Christopher Cox, deveria ser demitido. "O presidente da SEC é nomeado pelo presidente (dos EUA) e traiu a confiança do público", afirmou McCain, segundo trechos de um discurso que pronunciará em Cedar Rapids, Iowa, adiantados por sua campanha. "Se eu fosse presidente hoje, eu o demitiria."   Veja também: Crise econômica devolve vantagem a Obama Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA    No pronunciamento, McCain sustentará que a SEC permitiu que ações fossem vendidas a descoberto, em um quadro que transformou "nossos mercados em um cassino". McCain também deve criticar Cox por eliminar a chamada uptick rule, em julho de 2007.   Essa regra era usada para regulamentar as operação de vendas a descoberto com ações. Agentes do mercado pedem que a medida seja retomada, enquanto Cox argumenta que hoje ela seria ineficaz, com a atual configuração do mercado.   A Casa Branca afirmou que Cox tem o apoio do presidente George W Bush. Questionada em e-mail se Bush apóia Cox, a porta-voz Dana Perino respondeu apenas: "Sim."   Com o tema da economia ameaçando tirar votos cruciais do republicano, McCain lançou seu mais forte ataque contra Wall Street e os reguladores das instituições financeiras de Washington. Para ele, o principal problema é a falta de transparência. "Os reguladores estavam inertes, meus amigos. Eles não estavam trabalhando por você", conclui.

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