Se preferido não for nomeado, democrata vota em McCain

Pesquisa diz que 25% dos eleitores de Obama e 33% dos de Hillary votariam no Partido Republicano

Agência Estado e Associated Press,

11 de abril de 2008 | 11h49

Os ânimos entre os eleitores de Barack Obama e de Hillary Clinton andam tão acirrados que muitos dizem que cruzarão as linhas partidárias e votarão no republicano John McCain caso o candidato preferido não obtenha a indicação do Partido Democrata para concorrer à Presidência dos Estados Unidos, revela uma nova pesquisa AP-Ipsos.  Veja também:Obama ganha vantagem entre superdelegadosIncêndio destrói escritório da campanha de HillaryConfira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos  Cobertura completa das eleições nos EUA  Entre os democratas, os números não mudaram em comparação com fevereiro. Obama mantém os 46% de preferência dos eleitores do partido; Hillary tem 43%. No entanto, a intensa e prolongada disputa acirrou os ânimos de uma boa parcela dos democratas. Cerca de 25% dos eleitores de Obama disseram que votarão em McCain se Hillary vencer a disputa. Já entre os eleitores da ex-primeira-dama, quase 33% afirmam que darão o voto para McCain se a vitória for de Obama. Obama lidera a corrida pela nomeação do Partido Democrata, mas Hillary aposta todas as suas fichas em uma vitória na Pensilvânia em 22 de abril, a última primária de grande porte antes da Convenção Nacional Democrata, marcada para agosto. A expectativa, porém, é de que nenhum dos dois consiga obter a maioria mínima de 2.025 delegados. Enquanto os democratas mantêm a acirrada disputa, McCain, que assegurou a candidatura pelo Partido Republicano há cerca de um mês, vem crescendo nas pesquisas. O republicano praticamente tirou a vantagem de dez pontos porcentuais favorável a Obama caso a disputa pela Casa Branca coloque os dois frente a frente, diz a sondagem Ap-Ipsos. A vantagem de Hillary para McCain caiu de 48% a 43% em fevereiro para 48% a 45% em março. Com isso, McCain encontra-se agora em condição de empate técnico com Hillary, apesar de continuar um pouco atrás de ambos nos números apurados. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos porcentuais para mais ou para menos. Para a sondagem, foram entrevistados 1.005 adultos em todo o país, inclusive 489 que declararam-se democratas e 369 abertamente republicanos.

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