Erik de Castro / Pool Photo / AFP
Erik de Castro / Pool Photo / AFP

Secretário de Estado dos EUA espera fim de testes norte-coreanos

Em reunião nas Filipinas, Rex Tillerson pediu o cessamento de operações de Pyongyang para que países possam negociar; Coreia diz que não negocia enquanto EUA mantiver ameaças

O Estado de S. Paulo

07 Agosto 2017 | 03h09

 

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, orientou nesta segunda a Coreia do Norte a cessar os testes com os mísseis, como passo inicial para que ambas as nações possam retornar à mesa de negociações. A declaração ocorreu em um momento de máxima pressão internacional contra o regime comunista de Kim Jong-Un.

 

“Deter os lançamentos de mísseis é o melhor sinal que a Coreia do Norte poderia enviar para mostrar que tem disposição para dialogar”, disse Tillerson em Manila, capital das Filipinas, onde participa junto de outros 26 chanceleres da reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). É a primeira vez que o chefe da diplomacia do governo Trump menciona um passo concreto para que Pyongyang siga rumo às negociações multilaterais sobre seus programas nuclear e de mísseis, em estágio cada vez mais avançado.

 

Tillerson, que não especificou por quanto tempo a Coreia do Norte deverá cessar seus exercícios para ser entendido como um sinal, também assegurou que os EUA têm “outros canais de comunicação” para estabelecer contato com o regime de Kim Jong-Un. O secretário de Estado norte-americano se reuniu ontem com os chanceleres da China e Rússia, e garantiu que ambos reiteraram apoio às recentes sanções do Conselho de Segurança da ONU à Coreia do Norte. 

 

Resposta. O regime de Kim Jong-Un foi rápido em dar uma resposta às afirmações do chanceler americano. Em comunicado lido pela KCNA, a emissora de TV estatal da Coreia do Norte, o governo anunciou que não interromperá os testes enquanto as ameaças dos EUA também não cessarem." Não colocaremos nosso programa nuclear na mesa de nogciações. Nunca daremos um passo atrás no fortalecimento de nosso poder nuclear", disse o comunicado.O governo de Pyongang também criticou as sanções sofridas pelo país na ONU./EFE e AFP

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