Sem plena confiança, Michael Moore anuncia apoio a Obama

Cineasta diz que endosso está mais ligado ao fato de acreditar no 'movimento Obama' do que no próprio senador

Efe,

22 de abril de 2008 | 21h15

O polêmico cineasta americano Michael Moore divulgou nesta terça-feira, 22, sua preferência pelo democrata Barack Obama como o próximo presidente dos Estados Unidos, embora tenha dito que seu apoio ao senador de Illinois esteja mais ligado ao fato de acreditar no "movimento Obama" do que no próprio candidato. Em um comunicado publicado em seu site oficial, o ganhador do Oscar em 2003 por Tiros em Columbine elogiou o político negro e fez críticas a Hillary Clinton e ao governo do presidente George W. Bush.   Veja também: Prévias na Pensilvânia podem mudar significado de 'vitória' O professor Sean Purdy comenta as primárias democratas Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Moore afirmou que a experiência de Obama não é tão importante como sua "decência mínima e sua habilidade para inspirar o eleitorado". Dessa forma, Moore pediu o voto para Obama nas primárias desta terça na Pensilvânia, onde Hillary aparece como favorita nas pesquisas.   "O que estamos presenciando não é só um candidato, mas um profundo movimento público pela mudança", escreveu Moore, que não desperdiçou a ocasião para expressar sua opinião sobre a candidata democrata.   "Durante os últimos dois meses, as ações e as palavras de Hillary Clinton passaram de simplesmente decepcionantes a descaradamente vergonhosas", afirmou o diretor, acrescentando que a senadora por Nova York tentou "desprestigiar" Obama.   No entanto, as maiores críticas de Moore foram dirigidas ao Governo de George W. Bush e ao "dano permanente e irreversível que fez ao mundo". "Eu, como a maioria dos americanos, fui golpeado sem sentido durante oito longos anos", acrescentou.   "Esse é o motivo pelo qual me unirei a milhões de cidadãos em novembro na hora de votar, buscando a única coisa que importa: esse grande 'D' sobre a cédula", concluiu Moore.

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